Os melhores jogos de 2017, segundo o Metacritic

Por Felipe Demartini | 27 de Dezembro de 2017 às 10h27

O agregador de reviews Metacritic divide opiniões. Para muitos, é uma bela maneira de relacionar de maneira simples todas as análises de um produto feitas na imprensa, oriundas de diferentes visões, bases e experiências. Seria uma média geral de qualidade, justamente o motivo pelo qual muita gente o olha torto. Afinal de contas, é justo reduzir absolutamente tudo a, simplesmente, uma nota geral, deixando de lado as mesmas fundações que levaram a imprensa a dar tais graduações?

Quando se fala na nota do público, a coisa fica ainda pior, com campanhas pouco organizadas, mas bastante eficazes, vira e mexe sendo realizadas para aumentar ou reduzir a nota de um game ou filme. Ainda assim, o Metacritic é, junto com o Rotten Tomatoes, o ponto de partida para muita gente, não apenas pela união de notas em si, mas também por agregar resumos de diferentes pontos de vista em um só lugar.

A pluralidade de opiniões, também, trata de colocar diante de nós listas de melhores que, normalmente, não são vistas por aí. É o que nos traz a mais uma edição dos melhores do Metacritic, que, neste ano, pode até ter concordado com as grandes premiações, mas não deixou de trazer algumas surpresinhas e títulos que podem ter passado despercebidos. Confira os 10 mais do agregador em 2017.

Participe do nosso GRUPO CANALTECH DE DESCONTOS do Whatsapp e do Facebook e garanta sempre o menor preço em suas compras de produtos de tecnologia.

Super Mario Odyssey

Não tinha como ser de outro jeito. Um dos títulos mais bonitos e interessantes do ano, exclusivo para o Nintendo Switch, foi visto como o único capaz de bater de frente com The Legend of Zelda: Breath of the Wild nas premiações de jogo do ano, e no Metacritic não foi diferente. A nota 97 coloca Super Mario Odyssey como um dos games do personagem mais bem-avaliados da plataforma, ao lado dos dois títulos da série Galaxy.

Não é por menos: estamos falando de qualidade extrema aqui. Seja pela possibilidade de controlar um dinossauro de bigode, passear pelo mundo aberto de New Donk City ou tomar diversas formas usando o chapéu, os puzzles, as plataformas e, principalmente, o colecionismo levam muita gente a continuar com a aventura mesmo depois de terminá-la, em busca de coletar todas as luas. Um título, desde já, eterno e uma belíssima adição à biblioteca do Switch.

The Legend of Zelda: Breath of the Wild

Aqui, na verdade, deu empate. Também com uma média de 97 pontos da crítica, a nova aventura de Link não apenas o coloca ao lado do encanador mais querido do mundo, como também o posiciona na segunda colocação entre os games da franquia com maiores notas da história, ficando atrás, apenas, de Ocarina of Time.

O título de estreia do Nintendo Switch já chegou mostrando do que o console é capaz, com gráficos artisticamente incríveis e um mundo aberto onde tudo é possível. O jogador pode seguir diretamente para o chefe final, ou então, gastar horas e dias caçando segredos pelo cenário. A decisão é sua e a certeza é de que você, sempre, vai se apaixonar pelo caminho.

Gorogoa

E já que o assunto é visuais artisticamente belos, esse foi o motivo exato pelo qual Gorogoa ganhou destaque em 2017. O foco narrativo chega abraçado por desenhos feitos a mão pelo artista Jason Roberts, resultando em um dos puzzles games mais belos a darem as caras nos dispositivos móveis.

No PC, o título foi citado como um tanto curto, mas no iOS ele soou como perfeito. Tanto que a crítica especializada rendeu a ele nota 96, na média, deixando para trás outros nomes reconhecidos como Monument Valley 2, também lembrado por suas aspirações artísticas, e Fire Emblem Heroes, um dos principais títulos móveis do ano e mais um filho da Nintendo nesse segmento.

Persona 5

Jogo do ano do coração de muitos amantes dos RPGs japoneses, Persona 5 foi aclamado de forma unânime pela imprensa. Sua nota 93, apenas, justifica sua presença na maioria das premiações de 2017, mas, aqui, as questões vão além. Estamos falando de uma arte inspirada, uma jogabilidade precisa e interessante, e, acima de tudo, a abordagem de temas necessários e importantes, como saúde mental. Tudo o que os fãs mais queriam, além de suficiente para levar a franquia a novos públicos.

What Remains of Edith Finch

Fantástico é uma palavra que costuma acompanhar os comentários sobre o novo game da Giant Sparrow, os mesmos criadores de The Unfinished Swan. Mais uma vez, a pegada artística acompanha um enredo extremamente intimista, no qual uma jovem visita a antiga cada de sua família, recuperando as memórias de parentes já falecidos. A média de notas da imprensa foi de 92, mas para entender exatamente o que este game significa, só jogando mesmo.

Pinball FX3 - Universal Classics Pinball

Você pode olhar torto para esse resultado, mas as notas não mentem. Com uma média de 90 na imprensa internacional, o novo e viciante título da Zen Pinball deixou para trás muitos figurões da indústria. Na onda de clássicos indiscutíveis como E.T.: O Extra-Terreste, De Volta para o Futuro e Tubarão, o título trouxe de volta, na medida do possível, a sensação do passado de entrar em um fliperama só para jogar nas mesas baseadas em nossos longas preferidos.

Iron Marines

Mais uma surpresa do mundo mobile, o game da Ironhide dominou, principalmente, o iOS desde seu lançamento em setembro de 207. Presença constante nas listas de mais baixados das lojas de aplicativos e com média 90 na imprensa internacional, o título foi citado como uma das melhores experiências com estratégia em tempo real já apresentadas em um celular, batendo de frente com grandes nomes do gênero de todas as épocas.

Horizon: Zero Dawn

Um dos maiores exclusivos atuais do PlayStation 4 também foi um sério concorrente a melhor jogo do ano. Nas notas, não poderia ser diferente, com a aventura de Aloy obtendo média 89 da imprensa especializada e surpreendendo a todos pela mistura entre inovação e pés no chão em um mundo misterioso e pós-apocalíptico. Daqueles jogos que dá para prestar atenção na história, explorar um mundo vasto ou fazer tudo de uma vez.

Frost

Aqui, estamos falando de hipérboles. O puzzle game da kunabi brother foi citado por aí como o puzzle game mobile em estado puro. A média de 89 obtida pelo game é fruto de um desafio misturado com acessibilidade, que dá ao jogador sempre a sensação de estar avançando enquanto coloca a cuca para trabalhar. Seja para esfriar a cabeça ou encarar um bom enigma, Frost é daqueles que você precisa conhecer.

Injustice 2

A Liga da Justiça apareceu pela primeira vez nos cinemas em 2017, mas também retornou aos games. Na sequência do game da Netherrealm, a fórmula evolui ainda mais com a adição de estilos de combate e armaduras que ampliam os poderes dos maiores heróis da Terra. Uma evolução bastante saudável para uma série que já era consagrada, garantindo média 89 e marcando seu posto entre os melhores jogos do ano.

Menções honrosas

  • Mario Kart 8 Deluxe: o relançamento do já clássico game para o Wii U caiu como uma luva no recém-chegado Switch, acumulando nota média de 92 na imprensa e melhorando bastante aquilo que já era muito bom;
  • Final Fantasy XIV: Stormblood: após um começo tortuoso, a Square Enix prova a cada dia que sabe mandar bem também no mundo dos MMORPGs, e, com a nova expansão do título, acumulou média 89 na imprensa, além de deixar os jogadores ainda mais grudados no título;
  • Okami HD: um dos maiores clássicos do PS2 retorna em grande estilo pelas mãos da Capcom, que tornou ainda mais bonito aquilo que já era incrivelmente belo. Uma merecida média 88 para uma remasterização muito bem-feita.
Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.