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O novo palco dos games: onde tecnologia, entretenimento e comunidade se encontram

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Feira Brasil Game Show 2025
Reprodução/Quero Fotos/Brasil Game Show

Durante muito tempo, jogar videogame era uma experiência predominantemente individual, vivida entre amigos ou dentro de casa. Hoje, basta caminhar pelos corredores de um grande festival de games para perceber que essa realidade mudou. Cada vez mais, jogadores saem de casa para acompanhar campeonatos, testar novos equipamentos, encontrar criadores de conteúdo e compartilhar uma paixão em comum.

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Os games deixaram de ocupar apenas as telas para conquistar também um espaço importante na vida social de milhões de pessoas. Esse movimento acompanha a própria expansão da indústria. Em 2025, a Gamescom Latam reuniu mais de 130 mil visitantes, um crescimento de 30% em relação à edição anterior, consolidando-se como um dos maiores encontros da indústria de games da América Latina. Já a Brasil Game Show (BGS), maior feira do setor das Américas, recebeu mais de 300 mil pessoas em sua edição mais recente e já acumula mais de 3,4 milhões de visitantes ao longo de sua história.

Os números ajudam a explicar uma mudança que vai além do mercado. Assim como os shopping centers marcaram gerações como locais de convivência e os cinemas se tornaram espaços para compartilhar histórias, os eventos gamers vêm assumindo um papel semelhante para uma nova geração. Mais do que reunir lançamentos e competições, eles fortalecem comunidades, aproximam marcas, criadores de conteúdo e consumidores e transformam uma atividade tradicionalmente digital em uma experiência coletiva.

Seja em grandes campeonatos internacionais, como o Intel Extreme Masters (IEM) ou em competições nacionais como o Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLOL) e até em festivais como a BGS, a Gamescom Latam e a CCXP, esses encontros se consolidaram como pontos de conexão da comunidade gamer. Ao mesmo tempo, iniciativas como a DreamHack, conhecida por reunir milhares de jogadores, mostram que o desejo de compartilhar experiências presenciais acompanha a cultura gamer há décadas. São ambientes onde diferentes gerações se encontram para celebrar um interesse em comum, experimentar novas tecnologias, acompanhar disputas ao vivo e descobrir novos jogos, equipamentos e experiências.

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A força das comunidades gamers

Essa busca por experiências compartilhadas acompanha o crescimento da própria comunidade gamer brasileira. Segundo a Pesquisa Game Brasil 2025, 82,8% dos brasileiros afirmam jogar jogos digitais, o maior índice registrado pelo levantamento. Isso ajuda a explicar por que eventos presenciais passaram a ocupar um espaço tão importante na agenda da indústria: eles respondem a uma demanda por conexão, pertencimento e troca de experiências que o ambiente online, sozinho, nem sempre consegue oferecer.

Mais do que grandes campeonatos, esses encontros passaram a reunir diferentes formas de interação com o universo dos games. Eventos voltados ao desenvolvimento de jogos, como o BIG Festival, hoje integrado à Gamescom Latam, aproximam jogadores dos estúdios e valorizam a produção independente. O resultado é um ecossistema cada vez mais diversos, capaz de reunir públicos distintos em torno de uma mesma paixão.

Games como motores de inovação e turismo

Esse movimento, no entanto, não se limita ao Brasil. Em diferentes partes do mundo, governos e empresas passaram a enxergar os games como uma ferramenta de desenvolvimento econômico, inovação e turismo. Um dos exemplos mais emblemáticos é a Arábia Saudita, que está construindo a Qiddiya City, um megaprojeto que abrigará o primeiro distrito do mundo dedicado exclusivamente a games e esports. O espaço reunirá arenas para competições internacionais, centros de treinamento, estúdios, sedes de empresas do setor e áreas de entretenimento voltadas à comunidade gamer, consolidando um ecossistema permanente para a indústria. 

Da mesma forma, iniciativas como o Super Nintendo World, inaugurado no Japão e expandido para outros países, demonstram como o universo dos games também passou a inspirar atrações turísticas e experiências imersivas capazes de atrair milhões de visitantes. Em diferentes contextos, esses projetos reforçam que os games deixaram de ser apenas uma forma de entretenimento para ocupar um papel estratégico na economia, no turismo e na inovação.

O valor dos encontros presenciais

Em uma época em que boa parte das relações acontece por meio de telas, esses encontros oferecem algo difícil de reproduzir no ambiente digital: a experiência de estar junto. Para muitos jogadores, é a oportunidade de conhecer pessoalmente amigos feitos online, conversar com desenvolvedores, encontrar seus criadores de conteúdo favoritos e participar de uma comunidade da qual já faziam parte virtualmente.

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Talvez seja esse o maior legado dos eventos gamers. Mais do que apresentar lançamentos ou acompanhar campeonatos, eles mostram que jogar também pode ser uma experiência coletiva. No Brasil, esse movimento se fortalece a cada nova edição de festivais e campeonatos. No mundo, iniciativas como a DreamHack, o Super Nintendo World e a futura Qiddiya City mostram que os games extrapolaram o ambiente virtual e passaram a ocupar um espaço permanente na cultura, no turismo e na economia criativa. 

Em um universo cada vez mais conectado, os games seguem aproximando pessoas, não apenas por meio da tecnologia, mas também pelos encontros, comunidades e experiências que ajudam a construir.