OS 10 melhores jogos de viagem no tempo já lançados

Por Rafael Rodrigues da Silva | 10 de Fevereiro de 2020 às 08h11

Como já diria o imortal Cazuza, “o tempo não para” — a não ser, é claro, que você possua um Vira-Tempo, uma Joia do Tempo ou qualquer ferramenta parecida. Mas, se o tempo está sempre fluindo, uma ideia que sempre interessou a raça humana é se existiria uma forma de voltarmos ao passado — ou saltarmos para um futuro distante — e modificar o rumo de nossas vidas.

Esse tipo de coisa ainda é impossível na vida real, mas é um tema muito comum nas histórias de ficção em qualquer mídia — inclusive nos videogames. Por isso, o Canaltech preparou uma lista com os 10 melhores jogos de viagem no tempo que já foram lançados ao longo das décadas.

10. Time Commando

Ano de lançamento: 1996

Disponível para: PlayStation, Sega Saturn, PC

Um dos mais clássicos jogos de viagem no tempo de todos os tempos, em Time Commando sua missão é atravessar diversos períodos da história para evitar que um vírus mortal se espalhe e acabe com toda a raça humana.

Apesar de o jogo não ser historicamente preciso (por exemplo, um dos chefões da fase medieval é um dragão), Time Commando nos leva para diversos momentos importantes da história do mundo, como o Império Romano, o Japão Feudal, a América na época da conquista pelos europeus (também conhecido como as Grandes Navegações) e os Estados Unidos na época do Velho-Oeste.

E o mais interessante: Time Commando não oferece ao jogador a clássica “pistola futurista de munição ilimitada” de filmes sobre “viajar no tempo para salvar o mundo”, nos obrigando a utilizar armas típicas de cada época. Então, nas fases do Japão Feudal, as armas que você terá à mão serão katanas, kunais e shurikens, enquanto nas fases da Pré-História, seu personagem terá acesso a facas e lanças com ponta de pedra e a porretes de madeira.

9. Prince of Persia: The Sands of Time

Ano de lançamento: 2003

Disponível para: PlayStation 2, Xbox, GameCube, PC

Outro jogo que possui a viagem no tempo como uma mecânica importante em sua história, em Sands of Time o jogador deve controlar o Príncipe — personagem que, como o próprio nome do jogo já indica, é um príncipe da região conhecida como Pérsia. Após ver o rei ser traído pelo próprio conselheiro, que permitiu que uma força estrangeira invadisse o país e então liberou uma força mágica que transformou a todos os cidadãos do reino em areia, o Príncipe precisa usar a Adaga do Tempo para tentar corrigir toda essa bagunça e impedir que o plano do Conselheiro de se tornar imortal seja bem-sucedido.

Sands of Time introduz uma mecânica que logo seria usada por outros títulos: usar a viagem no tempo não apenas como ferramenta narrativa, mas como ferramenta de gameplay. O game permite que, caso o jogador caia num buraco, erre algum movimento ou receba um golpe mortal do inimigo, use a Adaga para voltar no tempo até um momento antes daquilo acontecer e tentar o feito mais uma vez. Claro, esses usos não são infinitos (é preciso derrotar inimigos para coletar a areia que lhe permite voltar no tempo), mas a ideia de poder voltar no tempo a qualquer momento para corrigir um erro seria rapidamente apropriada por outros jogos no futuro.

8. Life is Strange

Ano de lançamento: 2015

Disponível para: PlayStation 3, PlayStation 4, Xbox 360, Xbox One, iOS, Android, PC

E um dos jogos que melhor aproveitaram a mecânica introduzida pelo título anterior é Life is Strange, o segundo e melhor jogo produzido pela Dontnod Entertainment. Combinando as mecânicas de voltar no tempo de Sands of Time com o estilo de gameplay para jogos narrativos inventado pela Telltale Games, Life Is Strange nos apresenta a uma história digna do filme Efeito Borboleta.

Ao presenciar uma experiência traumática na escola, a adolescente Max acaba descobrindo que possui o poder de voltar no tempo e usa essa habilidade para salvar a vida de sua melhor amiga e se vingar das pessoas que praticavam bullying com ela. Mas ela logo descobre que manipular o tempo não é algo sem consequências e precisará fazer a escolha mais difícil de sua vida por causa desses poderes.

7. Teenage Mutant Ninja Turtles: Turtles in Time

Ano de lançamento: 1991

Disponível para: Arcade, Super Nintendo

O mais clássico jogo das Tartarugas Ninja e um dos preferidos por aqueles que passaram suas infâncias em um arcade na década de 1990 também é um jogo que tinha a viagem no tempo como elemento chave.

Após caírem em uma armadilha armada pelo Destruidor, as tartarugas adolescentes ninjas Leonardo, Michelangelo, Donatello e Rafael precisam derrotar os ninjas do Clã do Pé tanto no passado quanto no futuro para retornarem ao tempo presente e resgatarem a Estátua da Liberdade.

6. Bioshock: Infinite

Ano de lançamento: 2013

Disponível para: PlayStation 3, Xbox 360, PC

O terceiro e, provavelmente, último título da franquia BioShock, já que pouco mais de um ano depois do lançamento o criador da saga, Ken Levine, fechou o estúdio para se concentrar no desenvolvimento de jogos menores, Bioshock Infinite é outro jogo que também possui a viagem no tempo como elemento-chave na narrativa.

Ao contrário dos outros games desta lista, é difícil explicar como essa ferramenta é usada aqui sem dar enormes spoilers sobre o jogo, mas é possível adiantar o seguinte: o uso desse recurso por Infinite nos presenteia com uma das mais brilhantes e inesperadas revelações da história dos videogames.

5. Final Fantasy XIII-2

Ano de lançamento: 2011

Disponível para: PlayStation 3, Xbox 360, iOS, Android, PC

Apesar de Final Fantasy XIII ser altamente criticado pelos fãs da franquia por não ter muita exploração, a continuação do jogo é não apenas um ótimo jogo de viagem no tempo, mas um ótimo RPG por si só.

Na pele de Serah Farron (a irmã mais nova da protagonista de Final Fantasy XIII), o jogador deverá viajar para diversos momentos do tempo para corrigir diversos paradoxos que surgiram após os eventos finais do jogo anterior e que resultaram em Serah ser a única pessoa que se lembra da existência de sua irmã Lightning. Utilizando uma mecânica bem parecida com Chrono Trigger (visitar os mesmos lugares em diferentes pontos da história), Final Fantasy XIII-2 consegue melhorar todos os bons pontos do título anterior e é um jogo que alia uma narrativa interessante com o que talvez seja o melhor combate por turnos já criado para um videogame.

4. Onimusha 3: Demon Siege

Ano de lançamento: 2004

Disponível para: PlayStation 2, PC

O terceiro jogo da franquia de samurais e demônios tem uma das histórias mais interessantes sobre viagem no tempo. Após ser derrotado pelo general-demônio Nobunaga Oda, o samurai Samanosuke é salvo por um portal que surge sob os seus pés, fazendo com que ele troque de lugar com Jacques Blanc, um detetive francês que também lutava contra o exército demoníaco. Assim, Samanosuke fica preso na Paris de 2004 enquanto Jacques é enviado para o Japão feudal, e derrotar Nobunaga é a única forma de fazer com que tudo volte ao normal.

A franquia Onimusha era conhecida no PlayStation 2 por sua qualidade gráfica, e para manter essa fidelidade a Capcom não poupou esforços na contratação de atores conhecidos do público: Samanosuke é interpretado por Takeshi Kaneshiro (um dos melhores atores asiáticos da década de 2000 e que no mesmo ano que o jogo da Capcom lançou estrelou no filme O Clã das Adagas Voadoras) e Jean Reno (de filmes como O Profissional e Ronin) para o papel do detetive Jacques Blanc. E a regra aqui é bem simples: se estamos criando uma lista que possui um jogo que tem o Jean Reno no elenco, esse jogo já tem lugar garantido nela.

3. Quantum Break

Ano de lançamento: 2016

Disponível para: Xbox One, PC

Antes de lançar Control, a Remedy havia nos apresentado com o seu projeto mais ambicioso e que foi, também, o seu maior fracasso: Quantum Break. O jogo que trabalhava com o tema do uso de viagens no tempo para enriquecimento pessoal apostou alto em ser uma mídia híbrida entre videogames e TV, onde o jogo era acompanhado por uma série cujos eventos seriam influenciados pelas escolhas que você fizesse in game.

Apesar de Quantum Break estar longe de ser um fracasso real — tanto o jogo quanto a série são muito bem feitos e bem interessantes —, o hype e as promessas feitas pela Remedy para o game foram tantas que ele acabou não correspondendo às expectativas, apesar do resultado final ter sido uma junção bem interessante de videogames com o formato clássico das séries de ficção científica da TV.

2. Where In Time is Carmen Sandiego?

Ano de lançamento: 1989

Disponível para: NES, Super Nintendo, Mega Drive, PC

Depois de fugir pelo mundo, a maior ladra do planeta conseguiu uma máquina que lhe permite viajar no tempo, e agora os detetives da ACME — mais precisamente, você — precisa descobrir não somente em qual cidade, mas também em qual era ela está escondida para levá-la de volta para trás das grades.

O game é basicamente um jogo de perguntas e respostas e o jogador precisa prestar atenção nas pistas para não apenas seguir o rastro da fuga do criminoso que está buscando, mas também para criar mandados de busca para o capanga correto de Carmen responsável pelo crime. E, como muitas vezes as opções de viagem apresentam mais de uma opção da mesma cidade, é preciso ter não somente um bom conhecimento de geografia, mas também de história para saber o local correto que se deve viajar e conseguir capturar o fugitivo a tempo.

1. Chrono Trigger

Ano de lançamento: 1995

Disponível para: Super Nintendo, PlayStation, Nintendo DS, iOS, Android, PC

Um dos melhores — para muitos, o melhor — RPGs já lançados para videogames possui uma história toda baseada em viagens no tempo, com o protagonista Crono viajando através da história, entre passado e futuro, na busca de uma maneira de derrotar Lavos, a criatura que, caso nossos heróis falhem em sua missão, irá destruir o mundo e praticamente extinguir toda a raça humana.

Uma das coisas mais interessantes do jogo é o fato de você viajar para eras diferentes, mas não para lugares, o que permite visitar as mesmas cidades e dungeons desde a pré-história até um futuro pós-apocalíptico. Este também foi o primeiro (e, até hoje, um dos pouquíssimos) jogo que proporcionou aos jogadores a possibilidade de vivenciar e influenciar toda a história de uma mesma região.

E aí, qual é o seu jogo de viagem no tempo preferido? Deixe aí embaixo o seu comentário!

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