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Mais de 50% dos estúdios de jogos admitem usar IA generativa

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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Reprodução/RDNE Stock project
Reprodução/RDNE Stock project

A pesquisa State of the Game Industry Report 2026 foi divulgada na quinta-feira (29) e mostrou que 52% dos estúdios de jogos já utilizam IA generativa em seus projetos

Em resposta ao Game Developers Conference (GDC), mais de 2.300 desenvolvedores revelaram se o seu trabalho faz ou não uso da inteligência artificial. 35% deles, por exemplo, afirmam que não utilizam a tecnologia.

Deste montante, 78% afirmam que seu estúdio já possui uma política para a utilização de IA generativa na produção dos jogos, enquanto 15% revelaram que isso não é debatido. 7% não souberam responder à questão. 

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22% dos desenvolvedores reforçam que apenas algumas ferramentas específicas são permitidas, não todas. A maioria usa chatbots como o ChatGPT, Google Gemini e Microsoft Copilot para pesquisa e “brainstorming”.

Outros preferem usar em tarefas diárias, como responder e-mails, assistência na codificação e na etapa de criar protótipos. 19% dos devs assumem usar a IA generativa para criar assets — como modelos 3D e texturas —, 10% para gerar elementos procedurais e 5% utilizam para inserir recursos voltados aos jogadores.

A sua aplicação no desenvolvimento de jogos virou um grande debate entre os próprios profissionais e o público. Recentemente Clair Obscur: Expedition 33 receberia um prêmio, que foi cancelado pelo uso da inteligência artificial durante o processo de produção — o que levou a muitos argumentos nas redes. 

Preocupações com IA generativa nos jogos

O maior aspecto pelo qual os devs ainda temem usar a IA generativa em seus jogos é em relação aos próprios estúdios. Várias demissões já foram movimentadas, em contrapartida aos altíssimos investimentos que estúdios e produtoras aplicaram para trazer a tecnologia para o seu cotidiano.

Enquanto muitos dizem que a inteligência artificial não substituirá a criatividade humana, companhias como a Electronic Arts, Microsoft e Ubisoft mostram exatamente o contrário. Porém, este debate traz muitas nuances que devem ser levadas em consideração para formar a sua opinião.

Em algumas respostas opcionais da pesquisa da GDC, alguns desenvolvedores defenderam o uso da IA generativa nos jogos. “Somos um time pequeno, o que nos torna capaz de alcançar muito mais do que poderíamos sem isso”, diz um dev de um estúdio independente.

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Outro aponta que, para quem possui deficiências, a inteligência artificial pode ajudar em diversas frentes. “Ela me ajuda a gerenciar projetos. Como uma pessoa neurodivergente, tenho dificuldade em fragmentar ideias complexas em pequenas tarefas gerenciáveis. A IA é muito boa neste aspecto”. 

No entanto, a pesquisa aponta que 52% dos devs ainda acreditam que a tecnologia causará um impacto negativo na indústria de jogos. É um salto de 30% em comparação à State of the Game Industry Report 2025.

Um desenvolvedor ucraniano apontou que não há opção de escolha dentro do mercado. “IA é roubo. Tive de usar, senão eu seria demitido”.

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Outro dev, este do Reino Unido, é resoluto de que não vai se submeter aos recursos: “Eu prefiro sair dessa indústria do que usar IA generativa”. 

Os dados levantados pelo GDC deixam claro que, daqui em diante, veremos ainda mais jogos que usaram inteligência artificial durante o período de desenvolvimento. No entanto, seus impactos continuam a dividir opiniões. 

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