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Hacker prova ter GTA 6 completo em novo vazamento; Rockstar reage

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GTA 6 Netflix
Divulgação/Take-Two Interactive

A enxurrada de vazamentos de GTA 6 segue a todo vapor, e nesta quinta-feira (20) a situação ganhou contornos ainda mais sérios. Em um novo vídeo divulgado pelo hacker (ou grupo) conhecido como CyberLeek, Jason não apenas aparece sobrevoando Vice City de biplano, exibindo boa parte do mapa do game, como também protagoniza uma cena que muda o tom de toda essa história: ele encosta em uma parede, saca um rifle e, a bala, "escreve" a palavra LEEK sobre a superfície.

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O detalhe pode parecer bobo à primeira vista, mas é justamente ele que transforma a natureza dos vazamentos. Até então, especulava-se que CyberLeek estivesse apenas divulgando gravações internas já existentes, feitas por funcionários ou obtidas de servidores da Rockstar — o que tornaria o material antigo, estático e, de certa forma, limitado. 

Ao gravar a si mesmo interagindo livremente com o cenário e cravando seu próprio na parede, o leaker demonstra estar controlando diretamente o jogo, evidência de que está diante de uma versão completa e jogável de GTA 6, e não de simples fragmentos de vídeo capturados anteriormente.

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Por que a "escrita na parede" muda tudo

Não existe vazamento anterior de GTA 6 — nem os relacionados ao mapa, nem os que mostravam perseguições policiais ou cenas de ação — que contivesse referências ao apelido do hacker. Ao "atirar" a palavra LEEK contra a parede em pleno gameplay, CyberLeek elimina as dúvidas sobre a origem do material: aquilo foi gravado ao vivo, dentro de uma sessão de jogo real, com o vazador no controle do personagem.

Outro fator que reforça essa tese é a recorrência do figurino de Jason nos clipes recentes. Como o protagonista aparece com a mesma roupa em diferentes vídeos publicados por CyberLeek, cresce a suspeita de que essas gravações tenham sido feitas durante uma única sessão de jogo, o que é consistente com alguém explorando livremente uma build de GTA 6 e gravando o próprio percurso, e não recortando arquivos de vídeo aleatórios recebidos de terceiros.

Vale ressaltar, porém, que ter acesso a uma build jogável não significa que o material é recente. Especialistas e a própria comunidade de fãs levantam a hipótese de que essa versão completa de GTA 6 possa datar de 2025 ou mesmo de antes, o que explicaria por que elementos mostrados até agora — como corridas de carro, tiroteios e passeios pela cidade — não trazem, por exemplo, spoilers evidentes de missões centrais da campanha.

Resposta (limitada) da Rockstar

A Rockstar não tem se pronunciado sobre os vazamentos, limitando-se a derrubar os conteúdos assim que eles aparecem. A produtora e a Take-Two Interactive vêm disparando notificações de DMCA contra os vídeos postados no YouTube e em outras redes, mas a eficácia dessas ações não tem sido essas coisas todas. Cópias dos clipes continuam circulando no X (antigo Twitter) e o próprio site mantido por CyberLeek para hospedar os vazamentos segue no ar, apesar de apresentar instabilidades e aqui e acolá retornar erros de servidor sobrecarregado.

O silêncio das empresas é, em si, mais um indício da gravidade da situação: qualquer declaração pública correria o risco de validar ainda mais a autenticidade do material ou de estimular o vazador a liberar conteúdo ainda mais sensível.

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E é justamente esse o ponto que mais preocupa a indústria. Se CyberLeek realmente tiver acesso irrestrito a uma build completa de GTA 6, a porta fica aberta para vazamentos muito mais danosos do que perseguições de carro ou sobrevoos panorâmicos. 

Até agora, o Leek liberou apenas uma cena cinemática, na qual personagens discutem o uso de VPN para esconder atividades online, um recorte que parece ter sido escolhido propositalmente como provocação à Rockstar. Caso decida liberar trechos mais avançados da história, o episódio pode repetir o que aconteceu com The Last of Us Part II em 2020, quando desenvolvimentos-chave da trama vazaram meses antes do lançamento oficial, atropelando a expectativa dos fãs e obrigando a Naughty Dog a lidar com uma crise de comunicação sem precedentes — há quem diga que o hacker poderia divulgar o final do jogo, prejudicando completamente a experiência dos jogadores.

Motivações (nem tão) altruístas

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CyberLeek justifica a campanha de vazamentos como uma forma de protesto contra decisões da Rockstar consideradas anticonsumidor, com destaque para o lançamento de GTA 6 exclusivamente em formato digital nos consoles, sem opção de mídia física. O vazador tem exigido publicamente um pedido de desculpas da companhia, acompanhado de "um compromisso concreto de melhorar" suas práticas — uma demanda vaga, que não menciona valores, indenizações ou mudanças estruturais específicas.

Essa narrativa de ativismo digital, no entanto, esbarra em contradições que colocam em xeque o discurso do próprio hacker. Todos os vídeos divulgados até agora trazem marcas d'água promovendo uma criptomoeda associada ao próprio CyberLeek, e o vazador chegou a organizar uma enquete paga em seu site para que seguidores "votassem" em qual seria o próximo clipe liberado — monetizando, na prática, o próprio vazamento.

Está longe, portanto, de ser um movimento puramente altruísta ou movido apenas por indignação com as políticas da Rockstar.

O que está em jogo para a Rockstar

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O timing do vazamento não poderia ser pior para a Rockstar. GTA 6 é aguardado como o maior lançamento da história dos games, um projeto que os fãs acompanham de perto há mais de 13 anos.

A expectativa é tamanha que a companhia vinha administrando cuidadosamente o hype em torno do título, inclusive com um acordo fechado com a Netflix para exibir o terceiro trailer oficial do jogo a partir do dia 27 de agosto. Antecipar esse material para "esvaziar" o interesse pelos vazamentos, uma estratégia que a empresa já usou no passado diante de crises semelhantes, provavelmente está fora de cogitação justamente por causa do compromisso contratual com a plataforma de streaming.

Soma-se a isso o fato de que este não é o primeiro incidente do tipo enfrentado pela companhia em torno de GTA 6: em abril, ela já havia sido alvo de um ataque hacker, quando um grupo ameaçou divulgar dados confidenciais internos caso não recebesse pagamento. O episódio atual, embora com motivações e métodos distintos, reforça um padrão preocupante de exposição do projeto mais valioso da história da empresa.

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Ainda não está claro como CyberLeek conseguiu acesso a uma versão completa de GTA 6, principalmente considerando que o jogo terá lançamento em formato exclusivamente digital — decisão que, ironicamente, foi tomada pela própria Rockstar para dificultar justamente esse tipo de vazamento. Até agora não há qualquer data anunciada para uma versão de PC do game, o que torna ainda mais intrigante a origem do material que vem circulando nas últimas semanas.

Com a expectativa em torno do lançamento de novembro nas alturas e o trailer oficial da Netflix batendo à porta, os próximos dias devem ser decisivos para saber até onde CyberLeek está disposto a ir — e se a Rockstar encontrará uma forma eficaz de conter os danos antes que segredos maiores da trama de GTA 6 acabem expostos.