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Games perdem "guerra da atenção" para bets e pornografia, revela estudo

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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Reprodução/Koei Tecmo
Reprodução/Koei Tecmo

Um novo estudo da Epyllion, publicado na terça-feira (17), revelou que os videogames não chamam mais tanto a atenção quanto apostas, criptomoedas e pornografia após o período da pandemia da covid-19.

De acordo com a companhia, os jogos eletrônicos perderam a “guerra” contra estes temas nos 8 maiores mercados: Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido, Alemanha, França, Canadá e Itália.

A pesquisa mostra que, antes da pandemia, esses países representavam 60% do consumo em videogames. Porém, depois disso os números caíram. Nos EUA, 2 a 4% dos jogadores pararam seu hobby. A Canadian Trade Association revela que, no Canadá, 1 a cada 6 pessoas não joga mais. 

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A Epyllion também apontou uma queda de 8% nos gastos com consoles e PCs nos Estados Unidos — desde 2021. Ou seja, foram perdidos US$ 2,3 bilhões. Em todos os 8 territórios, a quantia perdida é de US$ 4,8 bilhões.

Segundo os dados apresentados, este dinheiro segue para plataformas sociais como o Roblox. O último relatório divulgado demonstrava que a experiência aumentou 67% de seu rendimento líquido. 

Em comparação, o mercado mobile nos Estados Unidos continua “dentro do esperado”. Apesar da queda de US$ 2,3 bilhões, eles seguem 12% acima dos números apresentados em 2020 e se mantêm acima dos consoles.

O que há além dos videogames?

Para o estudo, a atenção saiu dos videogames e seguiu para uma série de setores como vídeos em redes sociais, pornografia de criadores de conteúdo, assistentes de IA, criptomoedas, memecoins, mercado de predição, apostas esportivas online, igaming e icasinos

Em 2025, os estadunidenses gastaram US$ 5 bilhões apenas na plataforma OnlyFans. Além disso, no último trimestre de 2025, usuários faziam uma média de 1,5 milhão de apostas diárias no mercado de predições. 

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Também desempenham um papel importante nisso os apps de inteligência artificial, que produzem ilustrações eróticas; apostas esportivas que já tomaram toda a indústria, a forte presença dos igaming — conhecidas como as “Bets” no Brasil — e outros que se tornaram o “centro” dos investimentos.

A pesquisa aponta que “o problema dos videogames não é que os jogadores decidem assistir TikTok ao invés de comprar um jogo AAA, ou assinar o OnlyFans ao invés de comprar um PlayStation. É em uma sexta-feira à noite escolherem gastar seu tempo e dinheiro em outra coisa”. 

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Fonte: Epyllion