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Dublador revela que Clair Obscur: Expedition 33 já tem um "sucessor"

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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Reprodução/Kepler Interactive
Reprodução/Kepler Interactive

Clair Obscur: Expedition 33 foi um imenso sucesso em todo o mundo, o que o levou a conquistar os maiores prêmios da indústria gaming, o que inclui o Jogo do Ano no The Game Awards 2025 e no 9º Prêmio Canaltech, um dos troféus mais importantes deste mercado.

Durante a gamescom latam 2026, o dublador do personagem Esquie e intérprete corporal de outras figuras importantes do título — como Gustave, Verso e Renoir —, Maxence Cazorla, visitou o Brasil para falar um pouco mais sobre o sucesso da obra e como ela impactou sua carreira.

O Canaltech conversou com o ator e dublador e ele nos contou detalhes dos bastidores de Expedition 33 e revelou que já existe sinal de uma sequência para o universo do jogo.

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Clair Obscur terá continuação?

Durante a conversa, Cazorla teve de encarar a pergunta que todos os fãs do jogo carregam: a Sandfall Interactive já trabalha em um segundo RPG da franquia? Porém, entre risos nervosos, ele explicou que nem toda informação chegava a ele.

“Eu gostaria de saber, mas não tenho ideia. O diretor Guillaume Broche sempre nos disse que gostaria de manter o time pequeno, com cerca de 30 pessoas e eles querem ter tempo para trabalhar no próximo projeto. Não só isso, mas decidirem o que desejam fazer e qual história vão contar”, revela o dublador.

Ainda que não tenha informações do próximo capítulo que dê sequência ao universo de Clair Obscur: Expedition 33, ele aponta que os fãs podem esperar por novidades em um breve futuro. Afinal de contas, após o bem-sucedido título, eles não estão “parados”.

“Não tenho ideia do que eles 'cozinham', mas eu sei que eles cozinham algo. Eu sei que trabalham em algo, porque é um grupo de pessoas muito talentosas. Mal posso esperar, até como fã, pelo que virá a seguir”, revelou. 

Maxence Cazorla também aponta que sequer tem informações se o estúdio voltará a escalá-lo para seus jogos, já que a sua profissão gira em torno dos personagens que são criados e na forma como esta e outras desenvolvedoras precisam retratá-los dentro da narrativa que constroem.

“Se eu estiver envolvido, estarei mais do que feliz. Caso não, temos de entender que nem sempre sabemos se a equipe de fato precisa de você em específico. Digo, se eles necessitam de alguém com o seu perfil para as figuras que eles criaram”, reforça o ator.
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Além disso, indicou que o tempo de desenvolvimento de jogos está cada vez mais longo. Basta olhar para a indústria atual: GTA 6 chegará oito anos depois de Red Dead Redemption 2; a Naughty Dog lançou seu último jogo original — The Last of Us Part 2 — em 2020 e Intergalactic: The Heretic Prophet segue sem previsão.

Seja pelos motores gráficos, problemas na produção,  seja em disputas no mercado como as greves por condições melhores ou contra o uso das IAs, são inúmeros os imprevistos que os estúdios enfrentam para trazer suas experiências ao mundo. Com isso em mente, não devemos esperar intervalos curtos entre lançamentos.

Clair Obscur: Expedition 33 lançou em 2025. No entanto, o dublador informa que uma continuação pode demorar um pouco para ser anunciada e chegar aos consoles e PCs. Na prática, não verá nenhuma informação com exatidão por algum tempo.

“Fazer um jogo é um processo bem longo. Eles levaram 5 anos para concluir o título, então acho que não ouvirá nada deles por 3 ou 4 anos”, afirma Maxence Cazorla.
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Apesar do prospecto pessimista, o dublador revela o quanto isso pode ser positivo para todos vermos uma produção com o mesmo nível de qualidade em um futuro breve. Afinal de contas, eles têm um padrão a manter após ter atropelado a concorrência em todas as premiações nas quais disputaram.

“Eu gostaria que eles tivessem todo o tempo que precisam, porque eu acho que funciona com este tipo de jogo. Seria lastimável se tentassem trazer exatamente a mesma coisa, então que tenham espaço para fazer o melhor título possível. Será bom para toda a equipe”, diz.

Outro aspecto que impactou a Sandfall Interactive é que o sucesso do jogo pegou todo o time de surpresa. Maxence comenta que isso gera expectativas maiores e eles precisam alinhar todos estes detalhes antes de dar seus primeiros passos em um projeto novo.

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“Eles não esperavam que o game tivesse uma base de fãs igual a franquias como Star Wars e Marvel. Agora as pessoas esperam grandes coisas do time. Torço mesmo para que tenham tempo, para nos contar a melhor história possível. Se eu puder ajudá-los de algum modo, estarei lá — isso se não me abandonarem, mas estaria tudo bem também, ainda serei o fã número 1 e pagarei pelo jogo”, brinca o dublador.

Em outras palavras, não há sinal algum de qual o tipo de projeto a Sandfall Interactive desenvolve e pode demorar para vir outro título, tanto da franquia Clair Obscur ou qualquer outro que eles desejarem trazer ao mundo. 

A dublagem de Esquie

Esquie foi o primeiro personagem que Maxence interpretou como profissional de dublagem, algo extremamente diferente dos projetos que trabalhou anteriormente — em sua maioria, voltados para o mercado de curtas, séries e filmes. 

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Para ele, a experiência foi desafiadora e o fez admirar ainda mais os dubladores ao redor do planeta, mas ele também confessa que aprendeu bastante e que ficou honrado em estar ao lado de várias outras estrelas deste meio.

“Foi incrível e eu tentei fazer o meu melhor, fico muito feliz das pessoas terem gostado. Antes, me sentia um pouco diminuído. Até o jogo ser lançado, eu pensava ‘se as pessoas acharem estranho? Se eu não fizer jus ao elenco?”, porque eram os ‘Vingadores’: Charlie Cox, Andy Serkis, Jennifer English, Ben Starr e eu fazia parte disso”, revela Cazorla.

O ator admite que já tinha tentado dublar personagens no passado, mas que não era em um projeto desta magnitude. Na França, ele dublou alguns comerciais e sentia que não tinha se preparado o suficiente para estar à altura dos demais dubladores e atores presentes na obra.

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Porém, ele não apenas cativou o público como o seu personagem se tornou um dos favoritos de muitos dos jogadores. No fim das contas, Maxence Cazorla indica que isso pode ter sido apenas o primeiro passo na sua carreira e sente que isso o levará a outros projetos.

“Vamos ver o que o futuro me reserva, mas definitivamente abriu uma porta para um mundo novo. Antes eu questionava ‘será que dá para ser um ator em videogames?’. Eu não sabia que podia fazer isso, especialmente na França. Agora me sinto uma criança no Walt Disney World”, brinca o dublador.

Já em relação ao personagem Esquie, em específico, para Maxence foi desafiador interpretar o integrante do grupo principal de Clair Obscur: Expedition 33. Para ele, suas atitudes divergiam do clima e isso exigia uma certa sensibilidade para a história ser contada sem cair no “humor pastelão”.

“É uma história profunda e sombria. Porém, temos ali um personagem que traz luz, faz piadas e tenta ser divertida. Eu queria que ele fosse honesto e real, como uma criança. Sabe, quando uma sente fome, ela diz ‘estou com fome’ na hora. Quando se está triste, bravo, você apenas sente e expressa”, indica Cazorla.
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Ainda que muitos sintam proximidade com determinados personagens pela atuação e forma como eles vivem, o dublador acredita que dão créditos “demais” para o seu trabalho em Clair Obscur: Expedition 33. Na sua visão, o destaque deveria ir para outros profissionais do estúdio.

Como assim? Um time de desenvolvimento é composto por dezenas (ou centenas) de profissionais, que criam todo aquele universo. Seja a programação, seja a narrativa, o responsável pelo design e outros que constroem tudo para que os profissionais de atuação possam trabalhar e é isso que ele ressalta:

“Eu acredito que a escrita é espetacular, tudo o que eu tive de fazer é honrar as palavras que estavam no papel. É engraçado e eu sou grato pelo crédito que me dão por Esquie, mas na verdade nunca sabemos o que faz um personagem brilhar. O roteiro? A animação? A imagem do personagem? Eu sinto que sou só uma parte deste trabalho colaborativo e apenas “uma” das coisas que tanto gostaram”, afirma Maxence Cazorla.
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Em sua opinião, existem outros elementos que precisam ser colocados à mesa quando se debate a aclamação da experiência. A voz é importante, mas todo o time de desenvolvimento merecia brilhar na mesma proporção e receber a alegria do público.

“A escrita é incrível, mas eu acho que todo o trabalho de Guillaume e do time é sensível. Eles nunca tentaram fazer um jogo para vender ou que tivesse vendas expressivas. Eles apenas fizeram algo que, como gamers, teriam gostado de jogar. Colocaram o coração e paixão no projeto e o título podia ter ‘flopado’, todos sabem, mas quando você se coloca assim em algo e isso chega nas pessoas certas, todos se conectam”, reforça.

O trabalho no RPG se tornou aclamado por diversas outras razões que são discutidas hoje no mercado, mas que não se tornaram um problema justamente pela Sandfall Interactive ter apenas um objetivo: trazer imersão para contar a sua narrativa.

“Talvez não todos, mas quando você joga Clair Obscur: Expedition 33, dá para notar que ele foi feito com carinho. Não tem microtransações, não tem nada ali que esteja além de um time de desenvolvedores que querem contar uma boa história e te fazer mergulhar em seu mundo. Não dá para dizer a razão pela qual funcionou tão bem, mas eu acredito que esta seja a maior delas. Todos tentaram o seu melhor para fazer deste título o melhor possível”, conclui Maxence.
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Os desafios de atuação

Além da voz de Esquie, o ator também teve o trabalho de ter os movimentos do seu corpo captados para Gustave, Verso e Renoir. Sem expor os spoilers da trama por aqui, dois deles são muito importantes dentro da construção da história, enquanto o último é um dos grandes inimigos do grupo principal.

Em outras palavras, isso quer dizer que Cazorla estava com a responsabilidade de trazer os grandes papéis de Clair Obscur: Expedition 33 ao público. Tanto seu rosto quanto trejeitos foram digitalmente acrescentados ao game, o que fez ele ter certas preocupações conforme a captação acontecia.

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Uma delas foi não saber sobre a existência de Verso até um determinado tempo depois de começar a atuar. Isto fez a mente dele tentar diferenciá-lo de um dos protagonistas de todos os modos e trouxe complicações criativas.

“Quando eu vivi Gustave, eu não sabia que também faria Verso. Fisicamente, não pensei tanto na forma como eu falava ou andava, porque precisava interpretar um personagem só. Quando acabei e Guillaume me contou que queria que eu fosse Verso, pensei ‘estou ferrado’. Porque, a partir dali, de repente, eu teria de garantir que eles eram dois personagens completamente diferentes, fisicamente falando”, revela Maxence.

Ele aponta que, se soubesse dessa informação antes, teria mudado muitas coisas que estabeleceu logo no início. Isso o fez repensar toda a construção que fez do personagem para criar outros tipos de padrões para o outro.

“Se tivessem me dito antes, provavelmente eu teria interpretado Gustave diferente. Porém, foi bom porque me obrigou a sentar e pensar ‘como Gustave funciona? O que mais se destacou nele? Como ele enxerga as pessoas? Eu fiz contato visual? Se sim, e agora?’. Ele é introvertido, então a forma como ele age já é diferente do comum.”, aponta

Em contrapartida, o outro integrante da equipe tem outra postura perante os eventos de Clair Obscur: Expedition 33. Ainda que sua entrada seja apenas adiante da trama, ele precisava mostrar que os dois não teriam a mesma atitude de imediato.

“Verso é um personagem complexo e cheio de camadas. Amo quando você diz algo, mas quer dizer outra coisa completamente diferente. Até a forma como se faz isso, você sabe que o importante é o que ele não diz. Isso é extremamente desafiador. Ele tem uma história muito maior por trás, então você tem de saber de tudo. Enquanto isso, Gustave é direcionado para sua missão, o objetivo de quebrar o ciclo”, revela Cazorla.

Muitos dubladores e atores sentem uma conexão forte com os personagens que interpretam e, para Maxence, não foi tão diferente. Ainda assim, ele defende que é preciso ver o quadro completo para ter uma ideia do que faz aquele herói ou vilão ser tão amado ou odiado.

Ele acredita que Verso sofre um certo distanciamento dos fãs por causa dos eventos que levam os jogadores até ele. Porém, assim que a história se encerra, dá para ter uma visão geral do que realmente foi construído até ali e compreender o contexto no qual cada um foi envolvido.

“Eu me conecto muito com Gustave, mas estes personagens são tão diferentes que eu vejo o quanto as pessoas não gostam de Verso quando não conhecem a trama inteira. É muito difícil, porque ele chega justamente quando o outro ‘entra de férias’, sabe?”, reclama Maxence. 

Vilão ou grande injustiçado de Clair Obscur?

Além dos dois, o ator também assinou o contrato para viver Renoir dentro da aventura. O personagem é visto como um dos grandes vilões da obra, porém ele apresentou um desafio um pouco maior pelos nomes envolvidos à figura dentro da produção.

Maxence Cazorla afirma que, ao ouvir quem faria a dublagem desta ameaça, quase teve um “tremelique” por tudo o que envolve a indústria de entretenimento. O responsável por isso é Andy Serkis, um dos grandes nomes do cinema por interpretar Gollum (O Senhor dos Anéis) e Caesar (Planeta dos Macacos).

“Quando me contaram que ele me dublaria, minha reação foi ‘certo, você quer dizer o pai da captura de movimentos?’. Sem pressão alguma, imagina. Verso foi mais desafiador, mas este foi um presente incrível para mim como ator, porque você sonha a vida toda por papéis como esse”, revelou.

Para o profissional, o personagem é muito maior do que a questão se ele é um grande vilão ou apenas mais uma vítima das circunstâncias que cercam Clair Obscur: Expedition 33. A complexidade de sua trama é grande e torna todas as motivações difíceis de serem ignoradas em meio ao progresso.

Um dos aspectos que mais impactam é o fato de existirem duas versões desta figura no jogo. Cada uma delas foi interpretada por um ator diferente, o que leva Maxence a acreditar que nem tudo deve ser visto como “preto” ou “branco” conforme a saga avança.

“Eu interpreto o Renoir verdadeiro, no Capítulo 3. A versão espelhada é um vilão. Um chefão, uma existência cruel. Porém, no meio de tudo isso, é interessante que ele talvez seja o único que esteja certo sobre tudo isso, sabe? É por isso que eu amei tanto o jogo”, indica o ator e dublador.

Em sua visão, o jogador precisa enxergar certas coisas para chegar a esta conclusão. Porém, acredita que cabe a cada um decidir quem é o grande inimigo do game e como todas as situações levaram cada um a agir da forma como vemos.

“Você como pessoa, jogador, precisa se decidir do que é certo e o que não é. Mesmo com dois finais, não tem um certo, porque é algo que você tem de sentir dentro de si mesmo. Como você vê o que está acontecendo? Que decisão tomará? Como se sente sobre Renoir? Acho que ele estava certo e é difícil, porque se o enxerga como um vilão, você está certo. Thanos, por exemplo, se você ver pelo seu lado, o que ele diz não está totalmente errado. Não digo que ele faz a coisa certa, mas pelas razões certas. Tudo é sobre a perspectiva”, brinca Maxence. 

O RPG que “mudou o jogo”

Para o dublador, Clair Obscur: Expedition 33 não é apenas mais um trabalho ou um projeto que foi bem-recebido. Ele diz que a experiência foi responsável por mudar tudo.

“Mudou a minha vida. Antes do game, era difícil sobreviver da atuação. Eu exerço a carreira há 19 anos e só a partir dele que pude viver com o dinheiro que ela traz. Dois anos antes de Expedition 33, eu tinha vários empregos temporários para pagar o aluguel e as contas”, conta o profissional

De acordo com Maxence Cazorla, a oportunidade abriu portas que nunca tinham surgido na sua frente. O RPG permitiu que ele não se conectasse apenas com os fãs, mas também com todo o mercado.

Ele afirma que as possibilidades são maiores agora e que sente muita gratidão pelo trabalho que a Sandfall Interactive o ofereceu como Esquie.

“Eu não sabia que mudaria tudo, porque agora, pela primeira vez na minha vida, tenho opções. Eu farei outras coisas, porque também sou roteirista e dirijo filmes. Porém, quero voltar a atuar em longas franceses e em vários outros países. Além disso, quero continuar a trabalhar com videogames. Minha vontade é de escrever a minha própria história e ser grato por ter sido um dos que conseguiram chegar neste lugar”, reforça Cazorla.

Ainda que o seu caminho seja apenas de alegrias, ele afirma que entende a sua posição e sabe que não pode “relaxar” diante da fama. Mesmo que o seu personagem, ao lado da atuação como Gustave, Verso e Renoir, tenha elevado seu nome, ele continuará a trabalhar da melhor forma possível para trazer outros heróis e vilões à tona.

“Estou ciente de que nada disso é garantido. Você nunca sabe o que acontecerá depois. Talvez eu esteja em outro jogo e ele flope. Agora, só estou tentando ser grato por tudo que aconteceu e não quero me perder nesse processo. Quero me manter verdadeiro a quem eu sou”. 

Aos fãs brasileiros, Maxence também tem um recado para vocês. Segundo o dublador, ele vê tudo que mandam e se sente muito feliz com o carinho que recebeu ao longo deste último ano.

“Quero dizer ‘muito obrigado’, porque não tinha ideia do quanto o game era grande aqui. Quando ele lançou, vieram muitas mensagens e eu fiquei até assustado com tantos fãs brasileiros. Eu gostaria de agradecer, porque estou aqui graças a vocês, pude viajar o mundo e vir ao Brasil conhecê-los. Obrigado por jogarem, por nos apoiarem e eu mal posso esperar para estar com vocês novamente”, conclui.