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Diretor de Piratas do Caribe culpa Unreal Engine por filmes atuais com CGs ruins

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Divulgação/Epic Games
Divulgação/Epic Games

Jurassic Park, o filme de 1994, é considerado o primeiro grande salto em computação gráfica no cinema. Pouco mais de 10 anos depois, Piratas do Caribe: O Baú da Morte impressionou a todos com o realismo em CGI. A qualidade dessas cenas vem caindo com o tempo, e para Gore Verbinski, diretor da franquia de filmes de pirata, um dos culpados é a Unreal Engine que tem marcado presença em longas também cada vez mais.

Em uma entrevista, Verbinski fala da adesão crescente ao motor gráfico da Epic Games pelos estúdios de filmes e, por isso, o cinema tem entregue cada vez mais uma "estética gamer", ou seja, menos realista em relação até mesmo a filmes mais antigos. Questionado sobre o motivo pelo qual os filmes perderam qualidade em efeitos visuais, o cineasta diz:

"Acho que a resposta mais simples é, você viu o motor de jogos Unreal entrar no cenário dos efeitos visuais. Antes havia uma divisão, com a Unreal Engine sendo muito boa em videogames, mas então as pessoas começaram a pensar que talvez os filmes também pudessem usar a Unreal para efeitos visuais finalizados. Então você tem esse tipo de estética de jogos entrando no mundo do cinema".
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Unreal Engine não funciona em qualquer filme

Ele segue dizendo que o uso dessa ferramenta funciona em filmes da Marvel, que usam a Unreal Engine, já que retratam algo que foge da realidade, mas Verbinski acha que "não funciona de um ponto de vista estritamente fotorrealista". Ele chega a dizer que "muito do trabalho intermediário é feito para ganhar velocidade, em vez de ser feito à mão", com o motor da Epic.

O diretor de Piratas do Caribe considera a chegada da Unreal Engine ao cinema, substituindo soluções mais adequadas e profissionais como o Autodesk Maya, como "o maior retrocesso". Ele reforça que o maior problema da engine para jogos é lidar com a movimentação, algo que não é realista, diferente do apelo fotorrealista com texturas de alta definição que essa ferramenta entrega.

A Unreal Engine está na indústria de games desde o final dos anos 1990. Ganhou força com cada nova edição, deixando sua marca a partir da UE3 e trazendo muita dor de cabeça agora com a UE5, amplamente adotada pelos desenvolvedores e igualmente criticada pelos jogadores, principalmente por PC gamers, por conta dos problemas de otimização.

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Fonte: But Why Tho