Depois de 15 anos, videogames deixam de ser proibidos na China

Por Redação | 27 de Julho de 2015 às 10h25
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Depois de 15 anos de bloqueio, a China finalmente anunciou que vai acabar com a proibição que impedia a venda de videogames dentro do país. O anúncio foi feito no último final de semana pelo Ministério da Cultura chinês, que confirmou que empresas como Microsoft, Nintendo e Sony poderão fabricar e vender seus consoles sem qualquer tipo de restrição.

Embora pareça estranho ver um dos mercados mais importantes do mundo ainda alheio à indústria de games, o país tinha uma lei do ano 2000 que proibia a venda de videogames por conta dos possíveis efeitos negativos que eles trariam às crianças, fossem eles mentais ou físicos. Foi somente no ano passado que o governo local decidiu abrandar a proibição, permitindo a entrada de consoles dentro de uma área específica da cidade de Xangai, como em uma espécie de teste.

Tanto que, desde então, Xbox One e PlayStation 4 foram oficialmente lançados no país, mas de maneira tímida e pouco relevante. A expectativa agora é que, com a mudança na legislação, as duas empresas tentem reverter esse cenário para popularizar suas plataformas.

O que mais chamava a atenção, no entanto, não era apenas o fato da China impedir a venda de jogos e de aparelhos, mas também a sua produção local. Assim, com a lei sendo derrubada, Sony, Nintendo e Microsoft também vão poder aproveitar essa abertura para encontrar novas fábricas e, com isso, tentar reduzir o preço de fabricação de seus produtos.

Outro ponto importante que chega com esse novo cenário é a chegada de um novo e importante mercado consumidor. Como os videogames passaram 15 anos proibidos, a China foi invadida por títulos para smartphones e para PC, principalmente MMOs, e isso faz com que haja um enorme público a ser conquistado pelas empresas. Além disso, não há como negar que o fato do país ser um dos mais populosos do mundo é um fator muito importante em termos econômicos. Basta ver o interesse crescente de Hollywood no público chinês.

Assim, trata-se apenas de uma questão de tempo para vermos as cifras já milionárias da indústria de games ganharem um impulso e tanto.

Via: The Verge, Polygon, Game Informer

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