Criadores de Fortnite são processados por copiar PlayerUnknown’s Battlegrounds

Por Felipe Demartini | 29 de Maio de 2018 às 10h18

Demorou, mas chegou. A PUBG Corporation, responsável por PlayerUnknown’s Battlegrounds, confirmou a abertura de um processo na justiça da Coreia do Sul para determinar se Fortnite está copiando as propriedades intelectuais do game de tiro. Possíveis valores de compensações e outros reflexos de uma possível decisão não foram comentados, uma vez que o caso ainda se encontra em seus passos iniciais.

Isso, entretanto, não significa que a atitude é recente. Por mais que o processo tenha sido registrado na justiça coreana somente na última sexta-feira (25), o olhar da PUBG Corporation sobre a desenvolvedora de Fortnite, a Epic Games, já vem desde janeiro, quando a empresa abriu um processo cautelar contra a produtora, de forma a apurar indícios de plágio para o início de uma ação propriamente dita.

A ideia, então, é que os advogados da produtora de Battlegrounds encontraram motivos suficientes para seguir adiante com o processo. Entretanto, em declaração oficial, a companhia apenas confirmou a abertura da ação, sem falar em detalhes nem no mais importante: possíveis valores de compensação ou pedidos restritivos ou limitantes à Epic Games. As palavras da empresa se resumiram a confirmar a abertura do litígio e o desejo de proteger seus direitos autorais.

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Originalmente, PlayerUnknown’s Battlegrounds foi lançado em março de 2017, ainda em sistema de acesso antecipado e exclusivamente para PCs. Inspirado no livro e mangás da série Battle Royale, o título coloca 100 jogadores desarmados em uma ilha, os obrigando a procurar recursos e lutar pela sobrevivência até que reste apenas um, ou um único grupo. O sucesso foi absoluto e por mais que um lançamento final só tenha vindo em dezembro do ano passado, o título já havia arrebanhado mais de 30 milhões de jogadores em todo o mundo, se tornando, também, um dos mais vendidos do Xbox One.

Fortnite foi lançado em julho de 2017, também em aceso antecipado, mas era, originalmente, um tower defense, no qual o jogador deveria construir fortificações e proteger estruturas do ataque de zumbis. O modo Battle Royale veio somente em setembro do ano passado, de forma gratuita para todos os jogadores e com versões não apenas para PC, mas também Xbox One e PlayStation 4.

Não é preciso analisar muito para perceber as semelhanças e as inspirações. Em ambos os games, os jogadores saltam em um cenário fechado, primeiro em queda livre e depois usando paraquedas ou planadores, e devem buscar recursos como armas, coletes e itens de cura no interior de casas, enquanto tentam se defender das investidas inimigas até que sobre somente um grupo ou jogador, apenas. Os dois trazem diferentes categorias de armamentos e têm um mapa que vai se fechando ao longo do tempo, de forma a aproximar os usuários para um confronto.

O que acaba diferenciando Fortnite de Battlegrounds é a aparência. Enquanto o segundo tem uma pegada mais realista, o primeiro é cartunesco, trazendo gráficos mais artísticos e também alguns recursos extras, além da própria possibilidade de construir estruturas para proteção. O título da Epic Games não tem compromisso com a realidade, permitindo que os jogadores, por exemplo, subam em mísseis disparados para navegar pelo mapa ou utilizem jetpacks, além de, recentemente, terem enfrentado Thanos, de Vingadores: Guerra Infinita, em um modo extra.

Não deve ter caído muito bem junto à PUBG Corporation, ainda, o fato de Fortnite ter ultrapassado Battlegrounds na preferência do público. O Twitch, um dos maiores sites de streaming de vídeos do mundo, é uma boa métrica; nele, o título da Epic Games já ultrapassou o rival em número de usuários. No momento em que esta reportagem é escrita, por exemplo, o jogo está na primeira colocação em visualizações, com 98,7 mil espectadores, enquanto o rival aparece somente em sexto, com 50,1 mil pessoas assistindo.

A Epic Games, entretanto, não comentou publicamente sobre o assunto. Enquanto isso, o processo segue em segredo judicial.

Fonte: BBC

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