Caixas de loot são porta de entrada para jogos de azar, conclui Reino Unido
Por Jessica Pinheiro |

A presença de caixas de loot, ou caixas de itens aleatórios em videogames, ainda é um assunto polêmico. Alguns países consideram a prática como uma espécie de jogo de azar, enquanto que outros lugares não pregam isso. Contudo, um novo estudo pode ter provado que a primeira opção está correta.
As pesquisas foram conduzidas pela Gambling Comission (algo como Comissão de Jogos de Azar, em tradução livre) e, segundo o órgão, as caixas de loot são uma porta de entrada para futuros problemas com jogos de azar propriamente ditos. Quase um milhão de crianças já foram expostas a essa prática, aponta o estudo.
Outro dado alarmante é o fato de que 39% das crianças do Reino Unido entre seus 11 e 16 anos, cresceram apostando regularmente, seja online usando os dados dos pais, ou de maneira particular com os amigos. As informações foram recolhidas pela Ipsos MORI, uma empresa de pesquisa de mercado, que conduziu pesquisas com 2,865 jovens com idade média entre 11 e 16 anos, no início deste ano.
O vício em jogos de azar já atingiu, inclusive, dois YouTubers em 2016: “TmarTn” Martin e Tom “ProSyndicate” Cassell. A dupla foi flagrada promovendo apostas em um site que pertencia a eles: CSGOLotto. Os dois também criavam vídeos com títulos como “Como ganhar US$ 13 mil em 5 minutos (CS:Go Betting)", e então convidavam outras pessoas a testarem sua sorte também.
Depois de terem sido investigados, os YouTubers chegaram a um acordo com a Comissão Federal de Comércio, conseguindo ainda evitar qualquer punição. Mais recentemente, a Comissão Belga de Jogos entrou em uma disputa judicial contra a EA, exigindo que a empresa retirasse as loot boxes do mais recente FIFA, o que a desenvolvedora contestou.
Fonte: VG24/7