Apple contra-ataca Epic Games com novo processo e alfineta desenvolvedora

Por Ramon de Souza | 09 de Setembro de 2020 às 10h17
Reprodução/Epic Games

Temos mais um capítulo da novela Apple versus Epic Games. Após receber uma notificação judicial da desenvolvedora de jogos (que ficou furiosa por ter sua obra Fortnite retirada da App Store), a Maçã não deixou barato e decidiu responder à altura, abrindo seu próprio processo contra o estúdio. Na alegação, a companhia de Tim Cook afirma que tudo isso não passa de um “desentendimento sobre dinheiro”.

“Embora a Epic se retrate como uma Robin Hood corporativa e moderna, na verdade é uma corporação multibilionária que simplesmente não quer pagar nada pelo enorme valor que deriva da App Store”, afirma a Apple. A marca quer ser ressarcida sobre todas as transações in-app feitas no game fora de seu próprio gateway de pagamento, além de exigir indenização moral por comerciais satíricos criados pela Epic Games.

“Sem conhecimento da Apple, a Epic estava ocupada alistando uma legião de advogados, publicitários e técnicos para orquestrar um ataque-surpresa contra a App Store. Logo após as 2h da manhã em 13 de agosto de 2020, a manhã na qual a Epic ativaria sua funcionalidade de roubo de comissão escondida, o Sr. Sweeney [CEO da Epic Games] mandou um novo e-mail para executivos da Apple, declarando que a 'Epic não irá mais aderir às restrições de processamento de pagamento da Apple', explica a Maçã.

A batalha entre as duas marcas pendura há tempos, desde que a Epic encontrou uma forma alternativa de comercializar itens dentro de seu jogo sem ter que passar pelo sistema de pagamentos in-app da App Store (que cobra 30% sobre todas as transações). A revolta iniciou reclamações generalizadas de outras companhias que também consideram tal taxa abusiva.

Fonte: BBC

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