Análise | Civilization VI corrige problemas do PC para divertir fãs nos consoles

Por Felipe Ribeiro | 02 de Dezembro de 2019 às 11h11
Take-Two Interactive

Lançado em 2016, Civilization VI chegou cheio de problemas ao PC. A infinidade de bugs e o framerate limitado tornaram a experiência dos fãs da franquia um tormento, pois, com um mapa gigantesco para explorar, ficava difícil de progredir no game com tantos travamentos e problemas de desempenho. Com tudo isso no horizonte, ficou escondido um game divertidíssimo, completo, e que nos coloca no controle absoluto das ações. Bem, isso ficou no passado.

As versões que faltavam na gama de lançamentos de Civilization VI eram justamente as dos consoles Xbox One e PlayStation 4, que chegaram recentemente. Com todos os problemas solucionados e o acréscimo das expansões Ascensão e Queda e Gathering Storm, podemos dizer que estamos diante da versão definitiva do game.

Vamos relembrar um pouco do que é possível fazer em Civilization VI?

Construa seu povo

O sexto título da franquia basicamente nos dá a liberdade de criarmos o nosso reino em diferentes épocas, regimes, localizações e estilos. A evolução com relação a Civilization V é latente, sobretudo na questão gráfica, que está ainda mais agradável nos consoles, um bom trabalho do pessoal da Take-Two Interactive, 2K e Firaxis Games.

Optamos por começar pelo Japão do Século XIII, que estava sob o comando de Hojo Tokimune, o oitavo Shikken do Shogunato Kamakura. De imediato percebemos que o game está fácil de ser jogado no console. A praticidade dos menus foi tamanha que certamente fará com que veteranos do PC nem sintam falta do mouse.

Captura de Tela: Felipe Ribeiro

E se você jogou a quinta edição, sua adaptação será imediata, pois há uma função específica que facilita toda a jogatina, chamada de “conselheira”, que vira e mexe dá dicas interessantes para avançar em sua jornada. Ela pode ser habilitada no menu de opções, com dois modos, sendo um para jogadores veteranos de Civilization e outro para fãs de jogos de estratégia como um todo.

Para construir o seu império é necessário determinar sua base. Como era esperado, iniciamos o game em um regime de Chefatura, muito comum neste período do Japão. Com o seu progresso no game, é possível escolher outros regimes, que vão desde o Mercantilismo e Oligarquia até Monarquias e Democracia.

O sucesso ou não de seu império passa diretamente por sua estratégia. Dependendo do estilo de governança ou de suas atitudes, que podem ser mais pacíficas, mais agressivas, protecionistas e assim vai.

Mudanças

Por ser um jogo de 2016, vale a pena destacar a mudança que mais influencia na jogabilidade de Civilization VI: os distritos especializados. A ideia dos desenvolvedores foi de criar uma maneira de fazer com que seu império cresça de uma forma mais heterogênea, ou seja, com diversas especialidades secundárias, como cultura, ciência, guerra, entre outros.

Captura de Tela: Felipe Ribeiro

Além disso, o sistema de "agrados" para seu povo está mais refinado e com mais opções. Em Civilization VI é possível construir, por exemplo, um "coliseu" para entreter o seu público. Afinal de contas, não é só de alimento que vive um povo, não é mesmo?

Outra mudança ficou na área de pesquisas, que agora é delimitada em árvores de tecnologia e cívica. A primeira traz avanços científicos e as cívicas liberam novas políticas. O problema aqui, porém, é a disposição das opções. Demora um tempo até que você se acostume com a ordem e o progresso de suas pesquisas.

Melhorias gráficas e de desempenho

Outro ponto que mudou bastante da quinta para a sexta edição de Civilization foram os gráficos. As animações e ações do mapa estão muito mais fluidas e bem feitas. A versão que testamos no Canaltech foi do Xbox One X e não há informações precisas sobre o desempenho em números no console bombado da Microsoft, mas a nossa experiência foi a melhor possível, sem qualquer tipo de engasgo.

O destaque, no entanto, vai para os movimentos de combate e avanços no mapa. Os "bonequinhos" estão mais reais e bem trabalhados, com suas funções sendo bem executadas, sem movimentos genéricos vistos em outras edições.

Captura de Tela: Felipe Ribeiro

É necessário falar, também, dos monumentos e construções dentro das cidades. Eles preenchem bem o espaço e dão uma noção de complexidade maior para o seu império. Os governantes também receberam uma bela repaginada, e, agora, têm um estilo estético mais cartunesco.

A trilha musical, por sua vez, é outro show à parte, bem como os efeitos sonoros. Há variações específicas para cada povo em diferentes eras, o que tenta deixar a experiência mais imersiva. Isso, em um game de turnos e que leva horas e horas para ser terminado, é essencial.

Vale a pena ver de novo

Os fãs de Civilization VI que esmerilharam o jogo no PC e conviveram com seus problemas na plataforma podem ir tranquilos para a versão dos consoles. Todos os problemas de desempenho foram corrigidos, os gráficos foram melhorados e os menus funcionam bem o suficiente para serem jogados no controle. Se você for marinheiro de primeira viagem, dê uma chance. Vale a pena.

A sensação de construir um império do zero, ao seu modo, é das mais prazerosas do mundo dos games e ter isso nos consoles é uma grande conquista - já que estamos falando em impérios, reinos.

Civilization VI pode ser encontrado em versões físicas e digitais para Xbox One e PlayStation 4, com suas expansões já inclusas.

Civilization VI foi analisado no Canaltech com uma cópia gentilmente cedida pela 2K.

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.