Nos EUA, homem morre após explosão de cigarro elétrico

Por Ramon de Souza | 17 de Maio de 2018 às 08h18
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Um norte-americano de 38 anos faleceu após ter seu cérebro atingido por estilhaços de seu próprio cigarro elétrico, que explodiu durante o uso. De acordo com informações do Washington Post, a explosão também causou graves queimaduras em 80% de seu corpo. Este definitivamente não é o primeiro acidente registrado envolvendo dispositivos alternativos para consumo de nicotina, mas é o primeiro que resulta na morte dos envolvidos.

O caso ocorreu no dia 5 de maio. Tallmadge D’Elia, que trabalhava como produtor de TV, foi encontrado já morto em sua própria cama. A autópsia confirmou que, ao explodir, o dispositivo lançou pelo menos duas farpas de aço na cabeça de Tallmadge. A Smok-E Mountain, empresa responsável por fabricar e comercializar o modelo usado pela vítima, afirma que o incidente provavelmente foi causado por mau funcionamento na bateria ou no atomizador usado pelo norte-americano — peças comercializadas à parte.

É importante observar que o dispositivo em questão não pode ser considerado um cigarro eletrônico (e-cigarette, em inglês), visto que ele faz parte de uma categoria específica conhecida como mech mods (ou mods mecânicos). Geralmente usados por entusiastas, tais produtos são desprovidos de chips eletrônicos que regulam a bateria e previnem curtos-circuitos. Mods mecânicos costumam não ser recomendados para usuários iniciantes, justamente pela falta de recursos de segurança.

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Em um comunicado, a U.S. Fire Administration (órgão federal de bombeiros dos EUA) comentou que, na maioria das vezes, a explosão é ocasionada por falhas nas baterias de lítio. “Nenhum outro produto coloca a bateria com tal risco conhecido de explosão tão perto do corpo humano. Esse contato íntimo entre o corpo e a bateria é o principal responsável pela severidade dos ferimentos que vemos”, afirmou a entidade.

Fonte: The Washington Post

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