Magic Leap One é lançado em 5 cidades com o dobro do preço do iPhone X

Por Wagner Wakka | 08 de Agosto de 2018 às 19h09

O Magic Leap One finalmente chegou nesta quarta-feira (8) ao mercado, mas não em todo os locais. O headset de realidade aumentada aparece apenas em cinco cidades dos Estados Unidos. reforçando que este não é um produto para todo mundo. A versão mais básica do aparelho chega por US$ 2.295; ou seja, mais que o dobro de um iPhone X.

Tudo bem que vale lembrar que o Magic Leap One é um projeto independente (chamado de standalone) e não exige nenhum dispositivo externo para funcionar. Diferente de outros produtos em que é preciso um videogame, computador ou smartphone para dar potência de processamento, o Magic Leap One já vem com tudo isso incluso. Ou seja: uma economia nos itens secundários pode justificar o alto preço.

O aparelho, contudo, aparece em duas versões. A chamada Creator Edition, mais simples, carrega consigo apenas o aparelho, sem nada extra. É este que custa os US$ 2.295, bem acima da faixa de preço dos headsets de realidade virtual. O HTC Vive, por exemplo, chegou como um dos mais caros custando seus, já considerados altos, US$ 799. Contudo, novamente, este é um conjunto standalone de realidade aumentada. Em comparação com o HoloLens, um device mais parecido com o Magic Leap, ele ainda sai mais barato, já que o aparelho da Microsoft não fica por menos de US$ 3 mil.

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Entretanto, caso o você seja um desenvolvedor e queira produzir para o headset de forma profissional, aqui vão mais US$ 495 que adicionam um hub de cabos ao conjunto e um serviço chamado RapidReplace, em que a empresa troca o dispositivo no caso de quebra em até 24h.

O pacote é dividido da seguinte forma: primeiro, o headset de fato, um óculos redondo que se liga a um pequeno computador com um processador Tegra X2 da Nvidia. Em formato redondo, a ideia é que você coloque este microcomputador em seu bolso ou por uma cinta que se prende ao ombro. Junto com o pacote mais básico, também vem um controle sem fio semelhante ao do Vive, com um botão home, um gatilho, um botão superior e um touchpad circular. O joystick chega com sistema de vibração e controle por movimentos como os de VR, com capacidade de 7,5 horas por carregamento em cabo USB-C.

Ainda falando de especificações, o headset é parrudo com um Tegra X2 da Nvidia, 8 GB de RAM sendo 4 GB para apps, capacidade interna de 128 GB, sistema de transformação de fala em texto e ambientação 3D de áudio tanto na saída quanto na gravação. Com uma bateria de lítio, o aparelho aguenta até 3 horas de uso direto em média, sendo que é possível ligar o dispositivo a uma bateria externa.

Os óculos podem se encaixar em dois tipos de suporte diferentes para tamanhos e distâncias focais distintas, com 5 opções de apoio para o nariz. Assim, a empresa consegue garantir que quaisquer formatos de rostos podem se encaixar no headset confortavelmente.Entretanto, isso não significa ausência de desconforto para quem utiliza óculos de grau. O acessório não cabe dentro do Magic Leap One, então, vale literalmente ficar de olho em opções, como lentes de contato, para utilizar o aparelho.

Em termos de software, ele chega com uma dezena de apps apenas, voltado ao desenvolvimento. Este aparelho faz o reconhecimento de movimento ocular e permite o foco em diferentes profundidade, coisa que devices VR ainda não conseguem fazer.

Atualmente, o Magic Leap One só é vendido para Chicago, Los Angeles, Miami, New York, San Francisco e Seattle, mesmo que a compra seja feita pelo site. Caso você não esteja em nenhum destes locais, é possível já reservar o dispositivo para quando estiver disponível em sua localidade.

Isso acontece pois não basta apenas comprar e usar o headset. A entrega é feita em parceria com uma startup chamada Enjoy. É esta companhia que entrega o produto e configura tudo em domicílio, para garantir que não haja problema em seu uso. Ou seja, mais um reforço de que este produto realmente não é para qualquer um.

Fonte: CNET

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