"Avô" dos dispositivos portáteis, Walkman completa 40 anos nesta segunda (1º)

Por Rafael Arbulu | 01 de Julho de 2019 às 20h30
(Imagem: Divulgação/Sony)
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Um dos precursores de se ouvir música ao ar livre, em movimento, celebra em 1º de julho o seu quadragésimo aniversário: nesta data, no ano de 1979, a Sony lançava no mercado japonês o Walkman TPS-L2, o primeiro de toda uma linha histórica de dispositivos de reprodução de áudio, além de ser o principal responsável pela popularização do formato de fitas cassete (K7).

A história do Walkman é tão simples quanto o seu funcionamento: um dos fundadores da Sony, Masaru Ibuka, tinha uma viagem de negócios a ser feita e gostaria de, no trajeto, poder ouvir suas músicas favoritas. Ele então levou a sugestão ao time de engenharia e desenvolvimento da empresa, que acabou criando uma versão simples, em som estéreo, do gravador portátil TC-D5 da empresa, mas apenas com capacidades de reprodução. Esse seria o protótipo do que viria a ser o Walkman, que só seria lançado oficialmente com a chegada do TPS-L2, citado acima.

No Brasil, a história do Walkman é tão ampla e pulverizada que, na época, as pessoas se esqueceram que a marca e a patente do produto pertenciam à Sony, comumente referindo-se como “Walkman” a qualquer produto capaz de reproduzir áudio de fitas cassete.

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Infográfico mostrando o histórico de dispositivos de áudio da Sony: o Walkman está ali no começo, à esquerda, tendo sido lançado em 1979 (Imagem: Divulgação/Sony)

A comemoração, entretanto, não vem sem turbulências. Isso porque, em 1977, anos antes, o inventor germano-brasileiro Andreas Pavel já havia registrado uma patente para um “reprodutor de áudio portátil de fitas cassete”, conhecido como Stereobelt. Nascido na Alemanha e tendo se mudado para São Paulo ainda criança para acompanhar o pai — um funcionário das antigas Indústrias Matarazzo —, Pavel era próximo de diversas personalidades da época, como o jornalista Vladimir Herzog, morto pela ditadura militar em 1975, e o poeta Augusto de Campos.

Pavel chegou a processar a Sony pelo lançamento do Walkman sem o devido crédito à patente, sendo contemplado em milhares de dólares (o valor nunca foi discutido abertamente) para que abrisse mão da queixa. O processo perdurou anos e só foi finalizado em 2004. Em entrevista ao UOL em 2014, Pavel brincou: “Quanto ao valor, não posso falar, pois o contrato impede. Porém, li em alguns jornais que foi algo superior a US$ 10 milhões”.

Com a entrada da década de 1990 e o formato de fitas cassete entrando em desuso e perdendo espaço para o CD, a Sony manteve seu ritmo no mercado musical ao lançar o Discman e, posteriormente, inaugurar o formato “MD” (minidisc) com o MZ-1 MD Walkman.

O Walkman vinha sendo trabalhado pela Sony até pouco tempo atrás, inclusive: em 2016, a empresa lançou uma edição especial e modernizada do aparelho, para comemorar o lançamento do jogo Final Fantasy XV, da Square Enix.

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