Tempestade solar deve provocar intensas auroras no Hemisfério Norte
Por Danielle Cassita • Editado por Luciana Zaramela |

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) emitiu um alerta de possível tempestade geomagnética. O evento deve acontecer na quarta (24) como resultado da ejeção de massa coronal ocorrida no domingo (21), fenômeno que lançou uma nuvem de plasma e campos magnéticos solares em direção à Terra.
Apesar de as previsões indicarem que a tempestade pode chegar ao nosso planeta nas primeiras horas do dia 24, o momento exato do fenômeno ainda é incerto. Segundo Tamitha Skov, física do clima espacial, isso se deve às características da tempestade.
“Provavelmente, a tempestade vai chegar atrasada devido ao ‘trânsito’ lento do vento solar & a uma tempestade adicional à frente”, escreveu ela em uma publicação no X, o antigo Twitter.
A agência classificou a possível tempestade solar como G2, categoria dos eventos moderados. Segundo informações do NOAA, auroras podem ser visíveis em regiões mais ao sul nos Estados Unidos, como Nova York.
Ejeções de massa coronal como esta a caminho da Terra são grandes emissões de plasma e campos magnéticos da coroa solar. Elas podem conter bilhões de toneladas de material da coroa do Sol e viajam de 250 km/s a 3.000 km/s As CMEs mais rápidas podem alcançar a Terra em menos de 18 horas, enquanto as mais lentas demoram alguns dias.
Como as CMEs levam partículas eletricamente carregadas, elas podem causar tempestades geomagnéticas ao colidir com a magnetosfera da Terra. Nestes fenômenos, os íons se chocam com os gases atmosféricos do nosso planeta e liberam energia na forma de luz, formando auroras boreais e austrais.
Por outro lado, as partículas energéticas das CME podem causar problemas para satélites na órbita baixa da Terra. Além disso, estes eventos alteram a atmosfera terrestre, fazendo com que se aqueça e expanda. Quando algo do tipo acontece, ocorre também um aumento no arrasto que os gases atmosféricos exercem sobre satélites, desacelerando-os.
Estas mudanças atmosféricas podem levar os satélites a reentrar na atmosfera antes do planejado. Foi o que aconteceu em 2022, quando 40 satélites Starlink, da SpaceX, perderam altitude em suas órbitas após uma tempestade geomagnética, causada por uma ejeção de massa coronal do Sol.
Fonte: NOAA