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Telescópio James Webb revela detalhes inéditos de aglomerado de galáxias

Por| Editado por Patricia Gnipper | 15 de Fevereiro de 2023 às 16h10

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NASA, ESA, CSA, I. Labbe, R. Bezanson, A. Pagan
NASA, ESA, CSA, I. Labbe, R. Bezanson, A. Pagan

O telescópio James Webb capturou uma imagem fascinante do aglomerado de galáxias Abell 2744, que revela detalhes jamais vistos. Também conhecida como “Aglomerado de Pandora”, a região abriga três aglomerados massivos de galáxias que, juntos, formam uma megaestrutura com massa suficiente para criar uma forte lente gravitacional.

O Aglomerado de Pandora fica na constelação de Sculptor, o Escultor. Este grande objeto se estende por quase quatro milhões de anos-luz e tem trilhões de vezes a massa do Sol. Ao que tudo indica, ele foi formado a partir do acúmulo de aglomerados galácticos que eram menores e separados, mas que se uniram ao longo de 350 milhões de anos.

Até agora, somente o núcleo central do aglomerado foi estudado detalhadamente pelo telescópio Hubble. Agora, uma equipe de astrônomos investigou a região através do programa Ultradeep NIRSpec and NIRCam ObserVations before the Epoch of Reionization (UNCOVER), que rendeu quatro imagens capturadas pelo Webb unidas em uma única foto.

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Confira:

Esta imagem panorâmica apresenta cerca de 50 mil fontes de luz do infravermelho próximo, com centenas de galáxias distantes que ainda não haviam sido registradas em imagens do telescópio Hubble. Os aglomerados na foto são tão massivos que o tecido do espaço-tempo é distorcido pela imensa gravidade deles, formando uma lente gravitacional. Com a lente, os astrônomos conseguem observar fontes distantes da luz além do aglomerado, que não poderiam ser observadas de outra forma.

As galáxias as esbranquiçadas pertencem ao Aglomerado de Pandora, enquanto as que sofreram o efeito da lente têm tons avermelhados e aparência bem diferente daquelas mais à frente na imagem. Muitas delas pertencem ao universo primordial, e contêm objetos "estendidos" pelo efeito da lente, permitindo estudos futuros. Há várias fontes avermelhadas na foto que ainda precisam de outras observações para os astrônomos determinarem o que são.

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Entre elas, está uma fonte que, apesar do efeito da lente, continuou parecida com um pontinho vermelho; é possível que ela seja um buraco negro supermassivo do universo primordial. Nos próximos passos, os pesquisadores vão analisar os dados das imagens e selecionar galáxias para novas observações com o instrumento Near-Infrared Spectrograph (NIRSpec).

Fonte: ESA