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Telescópio Hubble observa fim de estrela engolida por buraco negro

Por  • Editado por  Patricia Gnipper  | 

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NASA/JPL-Caltech
NASA/JPL-Caltech

O telescópio espacial Hubble observou o que acontece quando uma estrela se aproxima demais de um buraco negro. A cerca de 300 milhões de anos-luz de nós, no coração da galáxia ESO 583-G004, uma estrela desavisada passou tão perto de um buraco negro que acabou destroçada pela imensa gravidade do objeto.

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Apesar da fama destrutiva que têm, os buracos negros ficam quietos, “aguardando” algum objeto se aproximar demais. Quando uma estrela passa muito perto deles, a gravidade a rompe, e o buraco negro a devora enquanto emite forte radiação. Conhecidos como “eventos de disrupção de marés”, cerca de 100 eventos do tipo já foram identificados pelos astrônomos.

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"Entretanto, ainda há muitos poucos eventos de marés observados na luz ultravioleta considerando o tempo de observação. É uma pena, porque há muita informação que você pode obter do espectro ultravioleta”, observou Emily Engelthaler, do Centro de Astrofísica de Harvard & Smithsonian (CfA).

No caso deste buraco negro, o evento AT2022dsb foi observado pela primeira vez em março do ano passado pela rede de telescópios All-Sky Automated Survey for Supernovae. Como aconteceu perto da Terra e foi extremamente energético, o evento era brilhante o suficiente para ser observado pelo telescópio Hubble, por meio da espectroscopia ultravioleta.

A análise dos dados mostrou que eles vinham do toro, uma área gasosa brilhante e quente em formato de donut que, antes, era a estrela. A região tem o tamanho do Sistema Solar, e gira com o buraco negro no centro. “Vemos um vento estelar do buraco negro varrendo a superfície, projetado em nossa direção a 3% da velocidade da luz”, disse ela.

Normalmente, estes eventos são de difícil observação — o mais comum é acompanhar o início do evento de disrupção, quando está realmente brilhante. “Vimos isso cedo o suficiente para observarmos as etapas intensas da acreção do buraco negro”, disse Peter Maksym, também do CfA. “Vimos a taxa de acreção cair conforme ‘gotejava’ ao longo do tempo”.

As descobertas foram apresentadas durante o 241º encontro da Sociedade Astronômica Americana.

Fonte: NASA