Telescópio espacial TESS, da NASA, já descobriu 21 exoplanetas em um ano

Por Patrícia Gnipper | 26 de Julho de 2019 às 21h50
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Lançado pela NASA em abril de 2018 como substituto do telescópio espacial Kepler, o TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) tem a missão de continuar vasculhando o céu em busca de exoplanetas — e a agência espacial acaba de revelar que ele já permitiu a descoberta de 21 planetas que orbitam estrelas além do nosso Sol.

"O Kepler descobriu o incrível resultado de que, em média, todo sistema estelar tem um planeta ou planetas ao seu redor. O TESS dá o próximo passo: se os planetas estão em toda parte, vamos encontrar aqueles orbitando estrelas próximas, porque eles são os que podemos já agora observar com os telescópios terrestres e espaciais existentes", disse Padi Boyd, cientista do TESS na NASA.

Além de exoplanetas, o TESS também é capaz de observar asteroides e cometas, até mesmo em outros sistemas estelares, por sinal, sendo bem mais poderoso do que seu antecessor já aposentado. Ainda, o TESS também observa supernovas.

"O ritmo e a produtividade do TESS em seu primeiro ano de operação ultrapassaram em muito nossas esperanças mais otimistas para a missão. Além de encontrar um conjunto diversificado de exoplanetas, o TESS descobriu um tesouro de fenômenos astrofísicos, incluindo milhares de objetos estelares violentamente variáveis", declarou George Ricker, principal investigador do TESS no MIT.

E os cientistas podem se preparar para contar com o TESS por mais tempo: a NASA revelou que a missão do telescópio espacial será estendida em pelo menos dois anos. O TESS passou seu primeiro ano examinando a visão do céu do hemisfério sul do planeta, e agora já virou suas câmeras para capturar o que o hemisfério norte observa.

E quando o James Webb for lançado, este que será o sucessor do telescópio espacial Hubble, o TESS terá papel importante: como ele é focado em estrelas muito brilhantes localizadas relativamente perto da Terra, ele vai identificar e priorizar estrelas cuja variação de brilho indique que por ali existem potenciais exoplanetas, para que o James Webb os estude mais detalhadamente. Ele deverá ser lançado em 2021 será capaz de estudar as atmosferas dos planetas, o que é um passo importante na avaliação da habitabilidade desses mundos.

Fonte: NASA, Space.comMIT

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