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Telescópio espacial mais poderoso que o Hubble será lançado nesta década

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Reprodução/NASA
Reprodução/NASA

O Telescópio Espacial Nancy Grace Roman (anteriormente conhecido como WFIRST) passou por uma revisão importante em seu projeto, no final de julho, cumprindo uma etapa importante nos preparativos da missão. O Roman foi projetado para criar enormes imagens panorâmicas do espaço com detalhes sem precedentes, mas para isso precisa passar por uma série de etapas um tanto burocráticas e teóricas do desenvolvimento de projeto, e ele está se saindo muito bem até aqui.

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Com seu amplo campo de visão, ele dará aos cientistas uma visão única para pesquisas cósmicas abrangentes, com maior riqueza de informações sobre o universo que, até então, não podemos obter com outros instrumentos. O sistema, que originalmente foi criado para missões terrestres, foi adaptado para ajudar na busca por exoplanetas (mundos que giram em torno de estrelas que não o Sol) - e, quem sabe, sinal de vida alienígena.

De acordo com a NASA, o projeto concluiu com êxito sua revisão preliminar na penúltima semana de julho. Isso significa que plano de operações científicas do Roman atendeu a todos os requisitos de projeto, cronograma e orçamento que a agência espacial estabelece, e agora passará para a próxima fase: a construção sistema de dados, bem a tempo para o lançamento, que deve ocorrer em meados dessa década.

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O Roman terá a mesma resolução que o Telescópio Espacial Hubble, mas será capaz de capturar um campo de visão quase 100 vezes maior. Assim, espera-se que ele colete mais dados do que qualquer outra missão astrofísica da NASA. Além disso, ele vai usar as microlentes gravitacionais - um efeito que acontece quando a massa de um objeto, como uma estrela, distorce o tecido do espaço-tempo.

Essas microlentes podem funcionar como a lente de um telescópio para encontrar outras estrelas, incluindo aquelas que têm planetas ao seu redor. Quando a luz de uma estrela é “captada” por esta lente gravitacional, ocorre um aumento no brilho da estrela mais distante. Se a estrela em primeiro plano - aquela que causou o efeito de distorção do espaço-tempo - também tiver um planeta em sua órbita, os telescópios poderão detectar um impacto extra na luz da estrela em segundo plano, causado pelo corpo planetário.

Essa é uma técnica já utilizada para encontrar exoplanetas. O Telescópio Espacial Spitzer, da NASA, encontrou um planeta gelado dessa forma, por exemplo, mas até agora esse método ajudou a encontrar menos de 100 exoplanetas confirmados. Com o Roman, essa quantidade pode aumentar bastante. Rachel Akeson, chefe de tarefas do Centro de Suporte Científico do Roman, espera que o novo telescópio veja “milhares de eventos planetários”.

O projeto exige que o telescópio observe centenas de milhões de estrelas a cada 15 minutos por vários meses. Além disso, a NASA prometeu disponibilizar todos os dados apenas alguns dias após a coleta das observações, o que é uma mudança drástica em relação às missões anteriores, para que cientistas de todo lugar do mundo possam ter acesso rápido. Por isso, a construção de um sistema de dados impecável é uma etapa fundamental para o programa.

Essa velocidade de obtenção e compartilhamento de dados será incrível, porque vai permitir que os cientistas observem fenômenos cósmicos efêmeros, como a explosão de uma supernova - algo que dura pouco tempo. A detecção desses fenômenos com o Roman e o compartilhamento dos dados também permitirá que outros telescópios sejam apontados para acompanhar as novas descobertas.

Por fim, o Roman também buscará anãs marrons, as "estrelas fracassadas" - objetos mais massivos que Júpiter, porém não grandes o suficiente para sustentar a fusão nuclear de hidrogênio. Outros alvos são estrelas em fuga (que se move através do espaço a uma velocidade muito maior em relação ao meio interestelar circundante) e objetos como as estrelas de nêutrons e buracos negros. Também tentará descobrir mais sobre a matéria escura e a energia escura, e sobre a aceleração da expansão do universo.

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Fonte: NASA