Sonda da NASA ficará mais próxima do que nunca do asteroide Bennu neste mês

Por Daniele Cavalcante | 06 de Agosto de 2020 às 20h00
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A OSIRIS-REx está se preparando para as últimas manobras de ensaio antes de efetivamente coletar amostrar do asteroide Bennu. É que a nave precisa praticar seus movimentos, aproximando-se cada vez mais da superfície do objeto, para que nada seja danificado quando ela de fato tocar na rocha.

De acordo com a NASA, a missão realizará seu segundo ensaio na próxima semana, no dia 11 de agosto. Nessa manobra, a sonda robótica vai descer em direção ao ponto de coleta das amostras - a cratera Nightingale - até uma altitude de aproximadamente 40 metros. Depois, se afastará novamente do asteroide. Será a primeira vez que a nave chegará tão perto.

Este ensaio dará à equipe de controle da missão uma melhor noção de como os sistemas de navegação se comportam durante todas as manobras de descida, enquanto verifica se os sistemas de imagem, navegação e alcance da sonda operam como esperado durante a tarefa. A nave vai ligar seus propulsores em três momentos intercalados para descer até a superfície da rocha espacial, e viajará a uma velocidade média de 0,3 km/h durante cerca de quatro horas.

Durante a descida, a sonda vai estender o Sample Acquisition Mechanism (TAGSAM), um braço robótico que será responsável por pegar as amostras. Então, a nave vai girar para começar a capturar imagens para o sistema de orientação Natural Feature Tracking (NFT), que por sua vez cuidará da navegação. O NFT fará isso comparando um catálogo de imagens a bordo com as imagens de navegação em tempo real obtidas durante a descida.

OSIRIS-REx
Diagrama da manobra da OSIRIS-REx (Imagem: NASA/Goddard/University of Arizona)

Enquanto a sonda se aproxima da superfície, o NFT atualiza o ponto de contato previsto, dependendo da posição do OSIRIS-REx em relação aos pontos de referência criados anteriormente. Os dois painéis solares da espaçonave entrarão em uma configuração de "asa em Y", para que fiquem em segurança, longe da superfície do asteroide.

Quando o OSIRIS-REx chegar a uma altitude de aproximadamente 125 m, descerá mais acentuadamente em direção à superfície do Bennu por mais oito minutos. A aproximadamente 50 m de altitude, a sonda vai disparar seus propulsores mais uma vez para diminuir a velocidade de descida, ajustando a trajetória para coincidir com o movimento de rotação do Bennu.

A OSIRIS-REx continuará capturando imagens dos pontos de referência colocados no asteroide, e o sistema NFT continuará atualizando a trajetória da espaçonave através das comparações com seus mapas a bordo. Em mais três minutos, a OSIRIS-REx chegará a cerca de 40 m de estância da superfície do Bennu, e o ensaio estará concluído. Com a propulsão traseira, a nave voltará a subir e seus painéis solares voltarão à sua posição original, bem como o braço robótico TAGSAM.

Ninguém aqui na Terra saberá se a manobra foi bem sucedida até que a nave já esteja novamente em sua posição segura, afastada do asteroide. É que o Bennu está tão longe que os sinais de transmissão entre a nave e o controle da NASA levarão 16 minutos para chegar. Ou seja, quando os funcionários da agência espacial estiverem vendo a última manobra de 8 minutos, a nave já terá retornado para longe da rocha espacial. Isso também será um teste para os nervos da equipe, já que essas condições serão as mesmas durante a coleta real.

via Gfycat

A manobra de coleta real está marcada para outubro, e levará quase o mesmo tempo que este ensaio. Embora a nave precise descer até a superfície para pegar o material, ela não pousará de fato - apenas tocará de modo que o TAGSAM consiga pegar o que foi buscar, e a sonda subirá novamente. Por isso, a manobra se chama Touch-and-Go (TAG).

Fonte: NASA

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