Vida alien? Sinal de rádio vindo do espaço é captado por telescópio canadense

Por Carlos Dias Ferreira | 02 de Agosto de 2018 às 17h27

O telescópio Canadense CHIME (Canadian Hydrogen Intensity Mapping Experiment) captou recentemente um sinal vindo diretamente dos confins do espaço sideral. O fenômeno é conhecido como “rajada rápida de rádio” (FRB, na sigla em inglês), algo captado em apenas algumas raras ocasiões até hoje – de fato, não mais do que duas dúzias desde que essa verdadeira “explosão de rádio” foi notada pela primeira vez em 2007.

Mas o sinal misterioso descoberto pelo CHIME traz um diferencial em relação aos anteriormente descobertos. Batizado de FRB 180725A, trata-se do primeiro registro com frequência inferior a 700 MHz.

Embora os cientistas ainda estejam por descobrir a origem, a frequência relativamente baixa faz supor um evento com altíssima liberação energética – cuja origem poderia tanto ser um buraco negro quanto uma supernova, a explosão de uma estrela, ou ainda indícios de uma civilização alienígena com tecnologia altamente desenvolvida.

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“O fato de uma frequência baixa de FRB ter sido detectada nos dá esperanças de poder entender de onde eles vêm e o que os causa”, disse o professor de astrofísica da Universidade de Nottingham, Christopher Conselice, em entrevista ao site Daily Mail. De fato, a origem poderia mesmo ser um mecanismo físico ainda não compreendido pela ciência.

“Estado da arte” de R$ 60 milhões

Embora rajadas rápidas de rádio provavelmente bombardeiem a Terra milhares de vezes por dia, as tecnologias disponíveis até o momento foram capazes de captar apenas uma pequena amostra. Mas tecnologias como a do CHIME têm alterado esse cenário.

Por conta de seu verdadeiro “estado da arte”, o telescópio canadense foi capaz de detectar a frequência relativamente baixa de 580 MHz. Ao custo aproximado de R$ 60 milhões, a missão principal do CHIME é a de captar sinais emitidos enquanto o universo ainda contava apenas entre 6 bilhões e 11 bilhões de anos. Caso as novas tecnologias voltadas à astrofísica mantenham o ritmo de desenvolvimento atual, é de se esperar que despontem cada vez mais “mensagens” oriundas dos confins do universo.

Fonte: International Business TimesDaily Mail

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