Rover Perseverance já usa seu braço robótico para analisar rochas em Marte

Rover Perseverance já usa seu braço robótico para analisar rochas em Marte

Por Danielle Cassita | Editado por Patrícia Gnipper | 12 de Maio de 2021 às 11h10
NASA

Enquanto o helicóptero Ingenuity realizava seus voos em Marte, o rover Perseverance atuou como uma estação de comunicação com a aeronave e documentou estes voos históricos — mas, além disso, o veículo também esteve ocupando seus instrumentos com análises das rochas no interior da cratera Jezero, onde existiu o delta de um rio no passado distante de Marte. 

O rover registrou imagens detalhadas das rochas de lá com a câmera WATSON, que fica em seu braço robótico. Além disso, o par de câmeras do instrumento Mastcam-Z, na “cabeça” do Perseverance, foi usado para investigar o solo, enquanto o instrumento SuperCam, que dispara lasers, permitiu a coleta de informações da composição de algumas rochas próximas. Com estes equipamentos e outros, os cientistas podem aprender mais sobre a cratera e identificar áreas que exijam estudos mais aprofundados.

A colina de Santa Cruz, no interior da cratera Jezero, registrada pelas câmeras do instrumento Mastcam-Z (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/ASU/MSSS)

A ideia é que os cientistas da missão descubram se as rochas são sedimentares, formadas por fragmentos minerais, ou se foram formadas por atividade vulcânica. Essa diferenciação é importante porque cada processo traz uma história diferente: as sedimentares têm mais chances de preservar sinais de formas de vida, enquanto as ígneas (vindas da atividade vulcânica) servem como “relógios geológicos” de maior precisão, que permitem que os cientistas criem uma linha do tempo da formação de determinada área. 

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Na Terra, os geólogos podem quebrar as amostras para estudar seu interior e entender melhor suas origens. Por outro lado, embora as rochas próximas do Perseverance tenham sofrido erosão pelo vento e estejam cobertas de areia e poeira jovens, isso não significa que não é possível saber como são por dentro. Quando encontram algo atraente, a equipe pode estender o braço do rover e usar um instrumento para triturar a superfície da rocha, revelando a estrutura e composição internas. Assim, eles conseguem coletar informações químicas e mineralógicas mais detalhadas.

Quanto mais detalhes conseguirem, melhores amostras serão coletadas para serem trazidas à Terra em meados da década de 2030. Ao estudar as rochas e as informações proporcionadas por elas, os cientistas podem criar uma espécie de linha do tempo com os eventos que ocorreram na cratera, que vão desde sua formação, o período em que a água secou e, por fim, com o acúmulo de sedimentos no delta formado no passado de Marte. Entender como e quando tudo isso aconteceu irá ajudar a equipe a datar as amostras, que podem ter preservado registros de antigos microrganismos, caso tenham existido.

Fonte: NASA

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