Rocket Lab supera falhas e consegue lançar foguete Electron à órbita

Rocket Lab supera falhas e consegue lançar foguete Electron à órbita

Por Danielle Cassita | Editado por Patrícia Gnipper | 29 de Julho de 2021 às 14h10
Rocket Lab

Nesta quinta-feira (29), a californiana Rocket Lab lançou a missão “It’s a Little Chile Up Here” com o foguete Electron, para levar um satélite da Força Espacial dos Estados Unidos à órbita baixa da Terra. Este foi o primeiro lançamento realizado com um foguete Electron desde uma missão em maio, em que o motor do segundo estágio do veículo apresentou uma falha e acabou perdendo os satélites que seriam levados ao espaço.

O foguete deixou as instalações da empresa na Nova Zelândia durante a madrugada. Os dois estágios do veículo funcionaram normalmente durante o lançamento e, após seguir pela costa, o veículo liberou o satélite 52 minutos após deixar a base; assim, o Monolith foi posicionado em uma órbita de 600 km, com inclinação de 37º. “Estamos de volta à plataforma hoje, com um veículo de lançamento ainda mais confiável”, disse Murielle Baker, apresentadora da transmissão do lançamento.

Este satélite foi desenvolvido para testar um sensor, projetado para ser comportado em algum dos lados de CubeSats de 6U ou 12U. Assim, os testes irão examinar como o sensor, cuja massa representa parte substancial daquela do satélite, afeta as propriedades dinâmicas e o controle de altitude. Além disso, o Monolith vai também proporcionar uma plataforma para testes de capacidades de proteção espacial, mas ainda não há informações sobre quais capacidades seriam essas.

Quer ficar por dentro das melhores notícias de tecnologia do dia? Acesse e se inscreva no nosso novo canal no youtube, o Canaltech News. Todos os dias um resumo das principais notícias do mundo tech para você!

O lançamento de hoje foi o primeiro feito pelo Electron desde a missão realizada em maio, na qual o motor do segundo estágio do veículo foi desligado prematuramente apenas alguns minutos após ser acionado. Segundo as investigações da empresa, a falha foi causada por “um modo de falha indetectável” no sistema de ignição, que não foi identificado em lançamentos anteriores ou em testes realizados em solo.

O problema prejudicou sinais do computador do estágio, que fez com que o sistema de controle do vetor de empuxo saísse dos parâmetros normais e, por isso, o motor foi forçado a ser desligado. Essa falha foi a segunda que aconteceu em menos de um ano com o foguete, e a terceira em 20 lançamentos. Como resposta ao ocorrido, a empresa criou acrescentou algo no sistema de ignição que chama de “redundâncias”, que inclui alterações no projeto do componente de ignição e na forma como ele é fabricado para evitar que a falha volte a acontecer.

Fonte: Rocket LabSpaceNews

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.