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Revelada a primeira imagem colorida do telescópio James Webb — e ela é incrível!

Por| Editado por Rafael Rigues | 11 de Julho de 2022 às 19h39

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NASA
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Nesta segunda-feira (11) o presidente dos Estados Unidos Joe Biden apresentou a primeira imagem colorida registrada pelo James Webb Space Telescope — o maior telescópio espacial já construído. Conforme previsto, a foto é fabulosa, provando que o Webb revolucionará a astronomia nos próximos anos. Esta é (por enquanto) a melhor e mais detalhada foto que temos do universo profundo.

A imagem é de uma região cósmica conhecida como SMACS 0723 (SMACS J0723.3-7327), um aglomerado de galáxias na constelação sul de Volans, o Peixe voador, localizado a 4,6 bilhões de anos-luz de distância. 

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A massa combinada de todas as estrelas do aglomerado causa um efeito chamado lente gravitacional, que amplia a luz de objetos fracos e extremamente distantes que estejam diretamente atrás dele, permitindo sua observação. Em outras palavras, o aglomerado mais próximo amplia (e distorce) a luz das galáxias bilhões de anos-luz mais afastadas, como se fosse uma lente de aumento.

Apenas um seleto grupo de cientistas e administradores viu a imagem antes da live da NASA com o presidente Biden, mas a emoção que eles sentiram foi parar "na boca do povo". A vice-administradora da NASA, Pam Melroy, disse que as imagens a "emocionaram como cientista, engenheira e ser humano". Já Thomas Zurbuchen, líder de programas científicos da NASA, disse quase ter ido às lágrimas.

A imagem abaixo revela a lente gravitacional impressionante e a luz distorcida de várias galáxias que, de outro modo, não seriam observáveis com tantos detalhes. Os cientistas devem utilizar softwares de reconstrução das galáxias a partir dessas imagens distorcidas para estudá-las a fundo.

Como podemos observar, há uma quantidade enorme de galáxias, o que por si só já é algo sem precedentes. Mas o mais impressionante é que tudo isso está em uma área do céu que não é maior que um grão de areia sobre um dedão na ponta de um braço esticado.

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Para formar essa imagem, a Near-Infrared Camera (NIRCam) fotografou a área em diferentes comprimentos de onda, totalizando 12,5 horas de observação. Este foi o tempo necessário para obter tanta informação dos fótons que atingiram os espelhos do telescópio. Em comparação, as imagens de campo mais profundo feitas pelo Hubble levaram semanas para serem concluídas.

Além da quantidade quase inacreditável de galáxias, a imagem também revela pela primeira vez os objetos mais fracos já observados no infravermelho. Se tudo isso apareceu em um pedacinho tão pequeno do céu, imagine o que vem por aí nos próximos meses anos!

Essa foi apenas uma das 5 imagens que a NASA preparou para revelar na terça-feira (12), às 11h30 (horário de Brasília). Ainda assim, é um momento histórico que inaugura uma nova era da astronomia. Os demais alvos de Webb são a Nebulosa Carina, o exoplaneta gigante WASP-96b, o grupo galáctico Quinteto de Stephan e a Nebulosa do Anel Sul.

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Fonte: NASAArs Technica