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Por que o Brasil não viu a Lua de Sangue do eclipse de março?

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Tomas Slovinsky
Tomas Slovinsky

Um belo eclipse lunar total ocorreu na terça (3). Quem acompanhou o eclipse teve a oportunidade de ver nosso satélite natural com tons avermelhados durante a fase total do fenômeno — o auge do espetáculo, entretanto, foi visível só para observadores nas Américas, Ásia e Oceania. No Brasil, foi possível ver somente as etapas parcial e penumbral.

“Todo eclipse total da Lua passa pelas fases penumbral, parcial, total, parcial e penumbral, nesta ordem”, explicou a Dra. Josina Nascimento, astrônoma do Observatório Nacional. No caso, a fase penumbral ocorre quando a Lua fica na penumbra, a sombra mais clara da Terra, e não há diferença tão visível em seu brilho.

Na sequência, a Lua mergulha na umbra — é aqui que ocorre a fase total do fenômeno. A astrônoma acrescenta que os brasileiros viram apenas as fases penumbral e parcial do eclipse, porque quando a Lua entrou totalmente na sombra escura da Terra para atingir o ápice do eclipse total, ela já estava sob o horizonte.  

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O fenômeno da "Lua de Sangue"

Por outro lado, quem estava em partes da América, Ásia e outras regiões pôde observar a fase total do fenômeno, que é quando a Lua aparenta ser vermelha — é daí que vem o apelido “Lua de Sangue”. Esta mudança visual ocorre porque, na totalidade, a Terra bloqueia a luz solar direta, mas a atmosfera do nosso planeta dispersa a luz azul e permite que os comprimentos de onda mais longos (como o vermelho), passem e atinjam a superfície lunar. 

E não precisa se preocupar por ter perdido a Lua de Sangue, já que o Canaltech reuniu as melhores fotos do eclipse. Confira: 

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