Pesquisadores utilizam inteligência artificial para buscar vida extraterrestre

Por Wagner Wakka | 04 de Abril de 2018 às 18h17
Divulgação

Pesquisadores da Plymouth University, no Reino Unido, estão desenvolvendo técnicas que envolvem inteligência artificial para prever a possibilidade de vida em outros planetas. O estudo utiliza a tecnologia para separar os planetas em cinco tipos e calcular a possibilidade de haver vida em cada um deles.

Os tipos separados pela tecnologia se baseiam em se eles são mais parecidos com a Terra atual, a Terra primitiva, Marte, Vênus ou a lua de Saturno, Titã. De acordo com o estudo, estes são os principais corpos rochosos conhecidos por serem habitáveis ou potencialmente habitáveis em nosso Sistema Solar.

A proposta de acordo com o pesquisador Christopher Bishop é identificar esses planetas para que a possibilidade de se enviar sondas exploratórias seja mais garantida. “Também estamos analisando o uso de antenas de Fresnel planas, implantáveis ​​e de grande área, para obter dados de volta à Terra a partir de uma sonda interestelar a grandes distâncias. Isso seria necessário se a tecnologia fosse usada em espaçonaves robóticas no futuro”, explica.

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A inteligência artificial é comumente usada para análise de grandes dados os quais a capacidade humana não consegue processar, ou ao menos demoraria muito para fazê-lo. Por isso, a IA já vem sendo bastante usada em pesquisas espaciais. Bishop alimentou a rede com mais de cem descrições de espaços atmosféricos e propriedades orbitais dos cinco tipos de planetas analisados.

"Dados os resultados até agora, este método pode ser extremamente útil para categorizar diferentes tipos de exoplanetas usando resultados de observatórios terrestres e próximos à Terra", diz o Angelo Cangelosi, o supervisor do projeto.

O estudo foi apresentado na European Week of Astronomy and Space Science em Liverpool nesta última quarta-feira (4).

Fonte: ScienceDaily

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