Par de asteroides gêmeos são avistados próximos da Terra

Por Eduardo Hayashi | 18 de Julho de 2018 às 09h37

Astrônomos compartilharam recentemente a descoberta de um par de "asteroides gêmeos". A descoberta foi feita com o auxílio de três dos maiores radiotelescópios da Terra.

As observações em questão detalharam ainda mais o asteroide 2017 YE5, registrado no final do ano passado. Naquela época, acreditava-se que ele era um único corpo celeste; agora, entretanto, ficou claro que, na verdade, são dois asteroides de aproximadamente 900 metros de diâMetro orbitando um ao outro.

Conforme explicaram os astrônomos, no dia 21 de junho os asteroides fizeram a sua maior aproximação com a Terra, em um evento que não ocorrerá nos próximos 170 anos. Em outras palavras, essa foi a melhor oportunidade que os especialistas tiveram para registrar novas descobertas, que culminaram no registro de um segundo objeto. A constatação foi feita a partir do cruzamento de registros obtidos pelas antenas nos observatórios Arecibo, no Chile, e Green Bank, na Virgínia Ocidental, no dia 26 de junho.

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Ilustração mostra os asteroides gêmeos 2017 YE5 (Imagem: NASA)

Com os novos dados, os astrônomos foram capazes de concluir que o movimento de rotação de um asteroide em relação ao outro é concluído a cada 20 a 24 horas. Eles também constataram que as duas rochas espaciais são maiores do que as dimensões estimadas inicialmente pelo brilho ótico - isso porque os astros não refletem tanta luz solar quanto um asteroide rochoso mais comum.

Outra descoberta é que ambos os asteroides possuem propriedades de refletividade distintas, levando à hipótese de que os corpos possuem composição química diferentes ou em suas superfícies.

Os astrônomos disseram, ainda, que os "asteroides gêmeos" são extremamente raros, pois, na maior parte dos casos, um deles é maior do que o outro. Sendo assim, o 2017 YE5 é o quarto registro de pares de rochas de dimensões aproximadas orbitando entre si.

Tais descobertas sobre o 2017 YE5 mostram a importância que a combinação de observações óticas e por rádio possuem na astronomia para estimar a dimensão e densidade de corpos celestes. Elas também abrem caminho para uma compreensão muito mais ampla sobre as composições e estruturas internas desses astros, além de servir como base para entender como os asteroides gêmeos são formados no espaço.

Fonte: Época

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