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Novas fotos do James Webb mostram galáxias espirais "de frente"

Por| Editado por Luciana Zaramela | 30 de Janeiro de 2024 às 10h32

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NASA, ESA, CSA, STScI, J.Lee, T. Williams, PHANGS
NASA, ESA, CSA, STScI, J.Lee, T. Williams, PHANGS

Novas fotos do telescópio James Webb foram publicadas nesta terça-feira (29), mostrando a beleza de quase 20 galáxias distantes. As imagens revelam estas galáxias com resolução sem precedentes no infravermelho próximo e médio, mostrando sua estruturas espirais detalhadamente.

Estas imagens foram capturadas durante o programa Physics at High Angular resolution in Nearby Galaxies (PHANGS), iniciativa com a participação de mais de 150 astrônomos. Antes de o Webb entrar em cena, o PHANGS contava com dados do Hubble e de outros telescópios, que fizeram observações em comprimentos de onda do ultravioleta, da luz visível e das ondas de rádio.  

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Algumas das novas fotos foram produzidas com o instrumento NIRCam (Near-Infrared Camera), que registrou milhões de estrelas brilhando em tons azulados. Parte delas está dispersa pelos braços espirais das galáxias, enquanto outras estão agrupadas em aglomerados.

Já os dados do instrumento MIRI (Mid-Infrared Instrument) destacaram o brilho da poeira, revelando que ela ocorre ao redor das estrelas e no espaço entre elas. Além disso, o MIRI destacou estrelas ainda em desenvolvimento, que estão cercadas por camadas de gás e poeira que alimentam seu processo de crescimento.

Entre as fotos, há algumas que mostram envelopes esféricos e grandes em meio ao gás e poeira, maravilhando os astrônomos. “Esses buracos podem ter sido criados por uma ou mais estrelas que explodiram, abrindo buracos gigantes no material interestelar", explicou Adam Leroy, professor de astronomia da Universidade Estadual de Ohio.

As 19 galáxias espirais registradas nas fotos parecem ter uma característica comum: todas elas aparentam se desenvolver de dentro para fora. Isso sugere que as estrelas são formadas no interior das galáxias, e depois avançam pelos braços espirais e acabam nas áreas mais externas delas.

Janice Lee, cientista de projeto para iniciativas estratégicas no Instituto do Telescópio de Ciência Espacial as descreveu como “extraordinárias”. E não é sem motivo: "Elas são impressionantes até mesmo para os pesquisadores que estudam essas mesmas galáxias há décadas. As bolhas e os filamentos são revelados nas menores escalas já observadas e contam uma história sobre o ciclo de formação de estrelas”, comentou. 

A distribuição do gás e poeira nas galáxias são aspectos de grande importância para os astrônomos entenderem a evolução delas. Ao estudar as estruturas alaranjadas e avermelhadas nestas fotos, os cientistas podem entender melhor como o material se dispersa por lá, bem como sua contribuição para a formação de estrelas. Além disso, os detalhes nas imagens são essenciais para estudos ainda mais precisos sobre estes e outros processos galácticos.

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O catálogo completo das novas fotos pode ser acessado no site Webb Telescope.  

Telescópio espacial James Webb

Lançado em 25 de dezembro de 2021, o James Webb é considerado o maior e mais poderoso telescópio espacial já feito. O título é tão ambicioso quanto seus objetivos: ele foi projetado para estudar desde as primeiras estrelas e galáxias do universo até a formação de exoplanetas

Para isso, o Webb observa comprimentos de onda da luz visível e do infravermelho. A vantagem deste último são seus comprimentos de onda mais longos, que permitem a observação de regiões de formação estelar e até galáxias distantes e antigas.

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Fonte: Webb Telescope