Nave russa queima na atmosfera ao voltar para a Terra; veja fotos!

Por Danielle Cassita | 10 de Fevereiro de 2021 às 12h50
Reprodução/Roscosmos/Twitter

Em julho do ano passado, a nave cargueira Progress MS-15 da Roscosmos, a agência espacial russa, foi lançada para levar suprimentos à Estação Espacial Internacional (ISS). Agora, depois que completou a missão de quase 200 dias de duração, a nave se desacoplou do laboratório orbital durante a madrugada desta terça-feira (9).

A MS-15 chegou à ISS com mais de 2,5 toneladas de cargas para abastecer a estação. Essa foi uma missão de rotina para os astronautas receberem alimentos e outros suprimentos, além de itens necessários para a realização de experimentos científicos. Assim, após ao fim da missão, a nave foi liberada e, depois que ficou a uma distância segura do laboratório orbital, os especialistas do centro de controle da missão iniciaram o processo de desórbita controlada.

Os componentes estruturais não combustíveis foram direcionados para caírem em uma região do Oceano Pacífico a cerca de 1.600 km da Nova Zelândia, e a área estava com restrições para navegação e voo de aeronaves. Já o restante da estrutura da nave se rompeu e queimou na atmosfera da Terra — os astronautas a bordo do laboratório orbital puderam flagrar este momento, e relataram a experiência em suas mídias sociais.

Em sua conta do Twitter, Soichi Noguchi, astronauta da agência espacial japonesa JAXA, publicou uma foto da nave que "queimou com sucesso":

Agora, o próximo “caminhão espacial” com destino à ISS será a nave cargueira Progress MS-16, que levará uma carga de 2,5 toneladas com alimentos, água, experimentos científicos e outros suprimentos necessários para o suporte da estação e da tripulação. Entre os itens, está um kit de materiais para ajudar a selar temporariamente o vazamento de ar do módulo Zvezda. O lançamento deverá ocorrer em 17 de fevereiro e, enquanto não acontece, os cosmonautas Sergey Ryzhikov e Sergey Kud-Sverchkov trabalham nas preparações para a chegada do veículo.

Fonte: Space.com, Roscosmos (1, 2)

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