NASA vai precisar de até US$ 30 bilhões para custear o programa Artemis

Por Patrícia Gnipper | 14 de Junho de 2019 às 19h00
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Enfim, a NASA entrou em detalhes com relação ao orçamento atualizado para garantir o sucesso do programa Artemis, pelo qual a humanidade pisará novamente na Lua em 2024 e, a partir daí, estabeleceremos uma presença constante em nosso satélite natural. Quanto isso vai custar? Bom, a grosso modo, algo entre US$ 20 bi e US$ 30 bilhões.

Esse foi o valor que a agência espacial definiu para cumprir os primeiros cinco anos do programa, confirmado por Jim Bridenstine, administrador da NASA, à CNN. Isso significa uma adição de US$ 4 bi a US$ 6 bi por ano, em média, ao orçamento que o governo dos EUA passa à agência.

Contudo, esse não é um valor preciso, sendo apenas uma estimativa — já considerada por muitos como mais barata do que o imaginado anteriormente. Bridenstine reconhece que voos espaciais podem ser perigosos e suas missões até mesmo imprevisíveis, e por isso é praticamente impossível antecipar um orçamento preciso. Até então, a NASA chegou a solicitar formalmente apenas US$ 1,6 bilhão adicional para o programa Artemis, com novos valores agora sendo divulgados.

Sem garantias de que o novo orçamento será aprovado, já há quem tema o pior: que a NASA precisará desviar fundos de outros programas, incluindo exploração robótica e estudos climáticos, para tal. No entanto, Bridenstine coloca panos quentes nessa ideia: "Eu vou lhe dizer que meu objetivo — e tenho sido muito claro quanto a isso — é ter certeza de que não estamos canibalizando partes da NASA para financiar o programa Artemis". Ele segue dizendo que está confiante de que a NASA convencerá o Congresso a apoiar os novos valores.

De qualquer maneira, o retorno da humanidade à Lua vai acontecer — e o governo dos EUA fará de tudo para manter o cronograma deste pouso acontecendo dentro de cinco anos, já que o próprio vice-presidente Mike Pence foi quem pressionou a NASA para mudar os planos de 2028 para 2024. Ainda, a agência espacial já deixou claro que recorrerá ao setor privado neste retorno à Lua, bem como em seus planos futuros de construir a estação espacial Gateway, que ficará na órbita lunar e será essencial para que a humanidade pise pela primeira vez na história em Marte — o que ficará para a década de 2030, no mínimo.

Fonte: CNN

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