NASA testa pequenos reatores nucleares para produzir energia em Marte

Por Redação | 19 de Janeiro de 2018 às 17h20

Ainda que o cronograma possa mudar até lá, é fato que a humanidade vai colocar os pés em Marte em um futuro não muito distante. Só que ainda existem muitos desafios para a NASA superar antes que isso seja possível, e um deles é como sustentar a vida por lá, tanto dos astronautas, quanto para os alimentos que eles precisarão cultivar por lá.

Para conseguir alimentar um habitat humano em Marte, será necessário muita energia. E esse é um dos desafios da NASA, que vem analisando soluções variadas para a questão. Agora, a agência espacial está apostando em uma máquina especial que não somente consegue fornecer a energia necessária para a produção de alimentos e acomodação dos astronautas, como também pode ser um aparelho portátil para sustentar explorações na superfície do planeta.

Chamado Kilopower, esse maquinário é composto por minúsculos reatores nucleares, e o mais bacana é que os primeiros testes com o equipamento já se mostraram bem-sucedidos. Ainda, com o equipamento será possível produzir combustível em Marte. Segundo Patrick McClure e David Poston, da NASA, "o brilhantismo do Kilipower é sua simplicidade: com poucas partes móveis, ele usa uma tecnologia inventada por nós em 1963".

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Funciona assim: um tubo selado de calor faz circular um fluido ao redor do reator, que pega o calor e o leva ao motor Stirling. Então, essa energia térmica pressuriza o gás para conduzir um pistão a um motor que gera eletricidade. Ao usar os dois dispositivos em conjunto, isso cria uma fonte de energia elétrica simples e confiável.

Diferentes versões do Kilopower já foram criadas em caráter de teste, gerando variadas cargas de energia, algo entre 1 kilowatt (suficiente para abastecer um aparelho eletrônico doméstico) e 10 kilowatts. De acordo com a NASA, são necessários 40 kilowatts para abastecer com eficiência um habitat humano em Marte, contando com a produção de combustíveis.

A escolha da energia nuclear é que ela é leve e confiável. Outras fontes de energia exigem muito combustível, deixando os maquinários muito mais pesados e difíceis de transportar, enquanto a energia solar, por exemplo, exige constante iluminação solar para ser confiável – algo que não acontece muito em Marte. Ainda, a quantidade de painéis solares e baterias necessários para produzir energia solar em Marte deixaria os foguetes muito pesados, o que, consequentemente, exigiria mais combustível para o lançamento e voo.

Agora, apostando na energia nuclear produzida por pequenos reatores em conjunto, a agência espacial pretende conduzir mais testes, a fim de obter os 40 kilowatts, e a coisa vai começar a acontecer em março deste ano.

Fonte: BGR

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