NASA revela cinco propostas de estudos para novas missões estudando o Sol

Por Danielle Cassita | 01 de Setembro de 2020 às 13h34
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Recentemente, a NASA selecionou cinco diferentes propostas que irão nortear estudos conceituais de missões, cujos resultados deverão nos ajudar a entender melhor as diferentes dinâmicas que envolvem o Sol e as mudanças que ocorrem no ambiente que envolve a Terra, com o qual nossa estrela interage constantemente. Ainda não há informações de quando a agência espacial fará a seleção.

Tratam-se de propostas de exploração de média classe, e cada uma receberá U$ 1,25 milhão para conduzir uma missão de estudos conceituais, que deverá durar nove meses. Então, depois deste período de estudos, a NASA irá selecionar até duas propostas para desenvolver melhor e lançá-la — e, aqui, vale lembrar que cada missão terá sua própria oportunidade de lançamento e janela de tempo.

As missões selecionadas pela NASA irão estudar o que acontece no sistema de partículas e energia emitidas pelo Sol (Imagem: ESA)

"Nós procuramos constantemente as missões que usam novas tecnologias e abordagens para ir além dos limites da ciência", diz Thomas Zurbuchen, administrador associado da Science Mission Directorate, da NASA. Para ele, cada uma dessas propostas oferece a chance de observar algo jamais visto ou até providenciar novas ideias em áreas importantes para a pesquisa.

As cinco propostas foram escolhidas com base no valor científico e viabilidade de seu desenvolvimento. Saiba mais sobre elas abaixo:

Solar-Terrestrial Observer for the Response of the Magnetosphere (STORM)

Essa missão deverá proporcionar a primeira visão global do nosso sistema climático espacial, onde o fluxo constante de partículas do Sol — ou seja, o vento solar — interage com a magnetosfera, o sistema de campos magnéticos da Terra. A ideia é a STORM utilize ferramentas de observação para monitorar o vento solar e visualizar os campos magnéticos da Terra. Depois, os dados obtidos pela missão podem conferir uma visão mais completa do que acontece na magnetosfera, de modo que os cientistas poderão entender melhor como uma região afeta a outra e além de como fenômenos climáticos do espaço rodeiam nosso planeta.

HelioSwarm: The Nature of Turbulence in Space Plasmas

O objetivo desta missão é observar o vento solar em diferentes escalas, para que seja possível definir quais são os processos físicos fundamentais que fazem com que a energia de movimentos em larga escala a se reduza a escalas menores de movimentos de partículas no plasma que preenche o espaço. Para isso, a missão utilizaria nove unidades de naves SmallSat para realizar medidas de pontos variados. Essa missão poderia ser capaz de revelar os mecanismos tridimensionais que controlam os processos físicos cruciais para o entendimento da nossa vizinhança espacial.

Multi-slit Solar Explorer (MUSE)

A MUSE poderia proporcionar observações dos mecanismos que causam diversos processos na atmosfera do Sol — incluindo aqueles que causam erupções solares e aquecem a coroa solar para temperaturas altíssimas. Para isso, a missão utilizará técnicas de espectroscopia para analisar movimentos radiais e calor, de modo que os dados serão obtidos com maior velocidade e resolução. Depois, seria possível realizar modelagens avançadas para antigas perguntas sobre o aquecimento da coroa solar e eventos que mandam ondas gigantes de partículas solares para a Terra.

Auroral Reconstruction CubeSwarm (ARCS)

A proposta da ARCS é explorar os processos que contribuem para auroras boreais em um meio-termo, que seria algo entre as locais e visíveis, e as grandes, influenciadas por dinâmicas espaciais. Para isso, a missão pretende utilizar sensores de 32 CubeSats e 32 observatórios estabelecidos em solo, e estas observações poderiam trazer informações sobre a magnetosfera que cerca a Terra. Se for realizada, a missão poderá conferir um cenário mais compreensível sobre as forças e respostas do sistema que causa as auroras.

Solaris: Revealing the Mysteries of the Sun’s Poles

Essa missão iria focar em questões fundamentais da física do Sol e das estrelas, que poderiam ser respondidas com uma visão dos polos solares. Com essa missão, seriam observadas três rotações solares sobre cada polo para analisar a luz, campos magnéticos e movimentos na superfície do Sol. Estudar melhor os processos físicos visíveis do pólo solar é importante para entendermos mais profundamente as dinâmicas globais de todo o sol, incluindo como os campos magnéticos evoluem e se movem através da nossa estrela, levando-a a períodos de grande atividade solar e erupções a cada 11 anos.

O programa de heliofísica da NASA tem o objetivo de explorar o sistema gigantesco de energia, partículas e campos magnéticos que preenchem o espaço interplanetário. Este sistema está em constante mudança de acordo com o que o Sol libera e como essas partículas interagem com com o espaço e a atmosfera que envolve a Terra. “Nós selecionamos cuidadosamente as missões para proporcionar sensores perfeitamente posicionados pelo Sistema Solar, onde cada um oferece uma perspectiva essencial para entender o espaço pelo qual tecnologia humana e os humanos viajam”, diz Nicky Fox, diretor da Heliophysics Division na Science Mission Directorate, da NASA. A proposta escolhida será financiada pelo programa Heliophysics Explorers, também da agência espacial.

Fonte: NASA

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