NASA seleciona nova missão para estudar origem e evolução de tempestades solares

NASA seleciona nova missão para estudar origem e evolução de tempestades solares

Por Daniele Cavalcante | 01 de Abril de 2020 às 12h40
NASA

A NASA selecionou uma nova missão para o seu Explorers Program: a SunRISE, que vai estudar como o Sol gera e libera enormes tempestades de partículas solares no espaço. Os resultados poderão ser muito úteis na compreensão sobre o nosso Sistema Solar e para proteger os astronautas que viajarão em missões espaciais no futuro.

Através de um conjunto de seis CubeSats (pequenos satélites de formato cúbico), cada um do tamanho de uma torradeira, a missão recebe o nome de Sun Space Interferometer Space Experiment (daí a sigla SunRISE). Juntos, esses CubeSats vão funcionar como um grande radiotelescópio movido a energia solar. A NASA concedeu US$ 62,6 milhões para projetar, construir e lançar o SunRISE até 1 de julho de 2023.

Antes de ser definitivamente selecionado, o SunRISE passou por algumas etapas do Explorers, que é o programa da NASA que financia missões de baixo custo com potencial de obter grandes resultados. Em agosto de 2017, o SunRISE foi escolhido para a segunda etapa junto de outra proposta da categoria Mission of Opportunity. Em fevereiro de 2019, a agência espacial aprovou o estudo da missão por mais um ano e, agora, é a grande contemplada para se tornar realidade.

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Quanto estiverem no espaço, os CubeSat vão observar simultaneamente imagens de emissão de rádio de baixa frequência da atividade solar e compartilhá-las através da Deep Space Network da NASA. Eles estarão a 10 km de distância um do outro, acima da atmosfera da Terra, e criarão mapas 3D para identificar onde as rajadas gigantes de partículas solares se originam no Sol e como elas evoluem à medida que viajam no espaço.

Esse trabalho ajudará a determinar o que inicia e acelera os jatos gigantes de radiação. Os pequenos satélites também trabalharão juntos para mapear, pela primeira vez, o padrão de linhas de campo magnético que vão do Sol até o espaço interplanetário. Com a nova compreensão desses fenômenos, os cientistas serão capazes de criar meios de proteger equipamentos que orbitam a Terra e as futuras missões humanas à Lua - e além.

Fonte: NASA

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