NASA publica foto incrível de galáxia espiral na constelação do Pavão
Por Danielle Cassita • Editado por Luciana Zaramela |

Nesta semana, a NASA publicou uma bela foto de NGC 6872, galáxia espiral encontrada na constelação do Pavão. A imagem se junta a outras 24 que foram divulgadas durante as comemorações do 25º aniversário do lançamento do observatório Chandra, telescópio espacial especialista na observação de raios X.
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Mais conhecida como Galáxia do Pavão, NGC 6872 mede 522 anos-luz de extensão, o que a torna quase cinco vezes maior que a Via Láctea. Em 2013, um estudo conduzido por astrônomos do Brasil e de outros países revelou que esta é a maior galáxia espiral conhecida.
Depois, o recorde foi superado por NGC 262. Esta galáxia espiral fica a mais de 280 milhões de anos-luz de nós, na constelação de Andrômeda, e mede 1,3 milhão de anos-luz de diâmetro.
Esta é apenas uma das fotos do conjunto, que traz um gostinho das quase 25 mil observações realizadas pelo Chandra ao longo das suas operações. As outras fotos trazem objetos variados, como a Nebulosa do Caranguejo, a Nebulosa de Órion, o centro da Via Láctea e muito mais.
Além de belíssimas, as imagens mostram como a astronomia de raios X permite explorar todos os cantos do universo. “Ao combinar os raios X do Chandra com outros observatórios espaciais e telescópios em solo, como é o caso de muitas destas fotos, os astrônomos podem abordar as maiores questões e investigar antigos mistérios do cosmos”, escreveram oficiais da NASA.
Telescópio Chandra
O telescópio Chandra foi lançado em 23 de julho de 1999 pelo ônibus espacial Columbia. Os astronautas no veículo liberaram o observatório com sucesso em sua órbita elíptica, que o leva para quase 30% da distância até a Lua.
“Por 25 anos, o Chandra fez uma descoberta incrível atrás da outra”, comentou Pat Slane, diretor do Centro Chandra de Raios X no Observatório Astrofísico Smithsonian em Cambridge, Massachusetts.
Ele acrescentou que “astrônomos usaram o Chandra para investigar mistérios cuja existência nem sabíamos quando estávamos construindo o telescópio — incluindo exoplanetas e energia escura”.
Para isso, o Chandra observa raios X, um tipo de luz capaz de revelar objetos extremamente quentes e processos físicos muito energéticos. Muitas regiões fascinantes no espaço são bastante brilhantes em raios X — é o caso dos detritos de estrelas que explodiram em supernovas, ou da matéria se aproximando de buracos negros.
Fonte: NASA