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NASA publica foto incrível de galáxia espiral na constelação do Pavão

Por  • Editado por  Luciana Zaramela  | 

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NASA/CXC/SAO/ESA/STScI/JWST/CSA
NASA/CXC/SAO/ESA/STScI/JWST/CSA

Nesta semana, a NASA publicou uma bela foto de NGC 6872, galáxia espiral encontrada na constelação do Pavão. A imagem se junta a outras 24 que foram divulgadas durante as comemorações do 25º aniversário do lançamento do observatório Chandra, telescópio espacial especialista na observação de raios X.

Mais conhecida como Galáxia do Pavão, NGC 6872 mede 522 anos-luz de extensão, o que a torna quase cinco vezes maior que a Via Láctea. Em 2013, um estudo conduzido por astrônomos do Brasil e de outros países revelou que esta é a maior galáxia espiral conhecida.

Depois, o recorde foi superado por NGC 262. Esta galáxia espiral fica a mais de 280 milhões de anos-luz de nós, na constelação de Andrômeda, e mede 1,3 milhão de anos-luz de diâmetro. 

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Esta é apenas uma das fotos do conjunto, que traz um gostinho das quase 25 mil observações realizadas pelo Chandra ao longo das suas operações. As outras fotos trazem objetos variados, como a Nebulosa do Caranguejo, a Nebulosa de Órion, o centro da Via Láctea e muito mais. 

Além de belíssimas, as imagens mostram como a astronomia de raios X permite explorar todos os cantos do universo. “Ao combinar os raios X do Chandra com outros observatórios espaciais e telescópios em solo, como é o caso de muitas destas fotos, os astrônomos podem abordar as maiores questões e investigar antigos mistérios do cosmos”, escreveram oficiais da NASA.

Telescópio Chandra

O telescópio Chandra foi lançado em 23 de julho de 1999 pelo ônibus espacial Columbia. Os astronautas no veículo liberaram o observatório com sucesso em sua órbita elíptica, que o leva para quase 30% da distância até a Lua. 

“Por 25 anos, o Chandra fez uma descoberta incrível atrás da outra”, comentou Pat Slane, diretor do Centro Chandra de Raios X no Observatório Astrofísico Smithsonian em Cambridge, Massachusetts.  

Ele acrescentou que “astrônomos usaram o Chandra para investigar mistérios cuja existência nem sabíamos quando estávamos construindo o telescópio — incluindo exoplanetas e energia escura”. 

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Para isso, o Chandra observa raios X, um tipo de luz capaz de revelar objetos extremamente quentes e processos físicos muito energéticos. Muitas regiões fascinantes no espaço são bastante brilhantes em raios X — é o caso dos detritos de estrelas que explodiram em supernovas, ou da matéria se aproximando de buracos negros. 

 

Fonte: NASA