NASA pode criar chuva artificial de meteoros quando colidir nave com asteroide

NASA pode criar chuva artificial de meteoros quando colidir nave com asteroide

Por Daniele Cavalcante | 13 de Maio de 2020 às 15h40
ESA

Uma missão espacial ousada, planejada pela NASA, pode resultar na primeira chuva de meteoros produzida por atividades humanas , de acordo com um artigo publicado no The Planetary Science Journal. O melhor de tudo é que observar esses meteoros poderá ajudar os cientistas a descobrirem mais sobre a composição dos asteroides próximos ao nosso planeta.

É que NASA pretende lançar a missão DART em 2021 rumo a asteroide chamado Didymos, que tem uma lua chamada Didymoon ao seu redor. A nave deverá chegar por lá em setembro de 2022 com o objetivo de se chocar com o objeto, causando uma explosão com energia equivalente a três toneladas de TNT. O objetivo é deslocar a órbita de uma das rochas para ver se essa técnica é eficaz para desviar asteroides que futuramente ameaçarem a Terra.

Espera-se que a força da explosão mude a órbita de Didymoon, o menor objeto da dupla, em cerca de 4 minutos. Essa mudança pode parecer pequena, mas é o suficiente para os telescópios na Terra detectarem. Então, uma pequena chuva de detritos espaciais pode chegar ao nosso planeta, com uma chance bem pequena de atingir algum dos satélites em órbita. Embora o risco seja quase nulo, o autor do estudo afirma que prever as consequências dessas missões pode ajudar a criar um modelo para as próximas explosões do tipo, e garantir a segurança no futuro.

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Conceito da sonda DART se aproximando do asteroide Didymos e sua lua Didymoon (Imagem: NASA)

A maioria dos destroços deve ser lançada a menos de 4.800 km/h e seguirá a órbita do asteroide, sem chance de atingir a Terra por milhares de anos. Se alguns deles atingir mais de 21 mil km/h - o que depende da estrutura do asteroide e do ângulo de impacto -, esses pedaços poderão chegar à Terra dentro 15 a 30 dias após o impacto. O estudo estima que talvez apenas dez meteoros sejam visíveis no céu noturno durante alguns dias, mas isso já seria o suficiente para aprender mais sobre a composição do asteroide.

Embora a missão DART não represente riscos significativos, o estudo é importante até mesmo para as futuras atividades humanas no espaço, como a mineração de asteroides perto da Terra e outros testes de explosões para defender nosso planeta. Assim, a primeira missão DART também será uma oportunidade para avaliar como as atividades humanas no espaço profundo afetam a Terra e sua órbita.

Fonte: The New York Times

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