NASA lançará quase 40 missões para estabelecer presença fixa na Lua até 2028

Por Patrícia Gnipper | 23 de Maio de 2019 às 20h20
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Em 2024, a humanidade voltará a pisar na Lua com a missão Artemis, que levará a primeira mulher à superfície lunar. Mas a nova exploração lunar por parte da NASA vai muito além desta nova viagem histórica: para estabelecer uma presença fixa de humanos em nosso satélite natural, a agência espacial vai precisar lançar cerca de 37 missões até 2028.

O cronograma preliminar ainda pode sofrer alterações, mas basicamente ele mostra 37 missões; entre elas, 15 acontecerão antes do retorno presencial à Lua em 2024, preparando o terreno para tal. Então, em tal ano, a missão Artemis 3 (a 16ª do cronograma) será o segundo voo tripulado e marcará o novo pouso de astronautas na Lua. O primeiro voo tripulado, com a Artemis 2, levará astronautas à orbita lunar, sem uma alunissagem.

Infográfico mostra o cronograma proposto para a nova exploração lunar (Imagem: NASA)

Cronograma do retorno à Lua

Começando pela Artemis 1 (ou EM-1, como vinha sendo chamada a missão antes de ganhar o nome da deusa grega da Lua), este será um voo de teste com a nave Orion e o foguete Space Launch System (SLS), o que deverá acontecer em junho de 2020. No mesmo mês, a NASA deverá fazer um teste de aborto de voo com a nave Orion, testando seus sistemas de emergência antes de qualquer voo tripulado.

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Em 2022, a Artemis 1 levará astronautas à órbita da Lua, tal qual aconteceu com a Apollo 10 antecedendo a lendária Apollo 11, quando pousamos na Lua pela primeira vez. No mesmo ano, a agência espacial pretende lançar o elemento de propulsão e potência que será essencial para a construção da estação Gateway, uma espécie de estação espacial que ficará permanentemente na órbita da Lua. Então, o módulo da Gateway que abrigará as futuras tripulações será lançado em 2023.

Estrutura básica para iniciar as operações da Gateway (Imagem: NASA)

Chegando a 2024, a NASA lançará os últimos componentes críticos da Gateway, incluindo um veículo de transferência (para transportar módulos de pouso da estação para uma órbita lunar inferior), um módulo de descida (que levará astronautas à superfície da Lua), e um módulo de subida (para que eles consigam voltar da Lua ao veículo de transferência, e de lá para a Gateway).

Logo em seguida, a NASA lançará até sete outras missões robóticas à superfície lunar por meio do programa Commercial Lunar Payload Services (CLPS), contando com empresas privadas nesta empreitada. Essas missões levarão rovers e landers à superfície da Lua para conduzir experimentos científicos, explorando maneiras pelas quais futuras missões poderão extrair e aproveitar recursos naturais da Lua.

No mesmo ano, a missão Artemis 3 levará, enfim, astronautas de novo à superfície lunar. Depois, a NASA ainda lançará mais quatro missões tripuladas à Lua entre 2025 e 2028 — data em que a Gateway já deverá estar operando com uma estrutura inicial mínima, totalmente funcional e, assim, serão estabelecidas as bases fundamentais para a construção de uma eventual base fixa na Lua, bem como para os planos de levar astronautas a Marte depois do final da década de 2030.

Apesar de esta configuração ainda não ser a definitiva, ela mostra o projeto da Gateway e seus módulos. Em azul estão os módulos que serão construídos por parceiros estadunidense, enquanto as partes em roxo serão fornecidas por parceiros internacionais, e os módulos em amarelo ainda aguardam definição sobre quem desenvolverá (Imagem: NASA)

Com informações de NASA, Space.com, Phys.org

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