NASA fecha contrato com a Blue Origin e usará foguete New Glenn em suas missões

Por Danielle Cassita | 20 de Dezembro de 2020 às 20h00
Reprodução/Blue Origin

Nesta semana, a NASA e a Blue Origin anuciaram a assinatura de um contrato que torna o futuro foguete New Glenn como parte da frota de lançamentos comerciais e, portanto, disponível para ser usado em missões da agência espacial por meio do programa Launch Services Program (LSP). Trata-se de uma iniciativa que lança foguetes não tripulados com cargas que vão desde a satélites climáticos a telescópios e rovers.

Na verdade, o contrato não significa exatamente que a NASA terá que lançar alguma missão específica com o foguete, mas abre o caminho para que a Blue Origin dispute outros contratos para ser fornecedora da agência espacial, com período de solicitação ao longo de junho de 2025 e performance em dezembro de 2027. As empresas contratadas pela iniciativa devem ser capazes de levar ao menos 250 kg de cargas úteis, um requisito cumprido facilmente pelo New Glenn, e posicioná-las em uma órbita circular a 200 km de altitude.

Representação do foguete New Glenn (Imagem: Reprodução/Twitter/Jeff Bezos

Segundo Jarrett Jones, vice-presidente da empresa, a conquista do contrato é baseada na parceria entre a Blue Origin e a NASA, e irá avançar na exploração e ciência para beneficiar a Terra: “estamos orgulhosos de estar no catálogo de serviços de lançamento da NASA, e esperamos poder fornecer lançamentos confiáveis para futuras missões da agência a bordo do New Glenn nos próximos anos”, diz. A NASA já vinha lançando suas cargas úteis com o foguete New Shepard, também da Blue Origin, que já tem 12 voos em seu histórico.

O New Glenn terá um propulsor composto por dois estágios. O foguete mede 95 metros de altura, com carenagem de 7 m de extensão que permitirá lançar diversas cargas úteis na plataforma da Blue Origin. Quando estiver em ação, o foguete será capaz de levar até 14 toneladas para a órbita geoestacionária e 50 toneladas para a órbita baixa da Terra. Depois do lançamento, o propulsor reutilizável — que deverá voar até 25 vezes — irá retornar para nosso planeta e pousar em uma plataforma no oceano, onde será resgatado e reutilizado.

Esta parceria não deve ser a última entre a Blue Origin e a NASA: a empresa de Jeff Bezos projetou o Blue Moon, um módulo robótico de pouso lunar que foi aceito como uma opção para levar missões científicas e tecnológicas na Lua. Além disso, a Blue Origin é a principal contratante da equipe National Team, que foi formada em 2019 para a construção deste lander que, talvez, seja o candidato escolhido para ajudar a NASA a levar humanos outra vez para nosso satélite natural.

Fonte: Space.com

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