NASA e Intel estão desenvolvendo um GPS para o espaço

Por Rafael Arbulu | 23 de Agosto de 2018 às 10h18

Tem Waze no espaço? Se não tem, a NASA e a Intel certamente querem criar um. Por meio do seu Frontier Development Lab, a agência espacial norte-americana demonstrou projetos conceituais focados em guiar viajantes interplanetários utilizando inteligência artificial. Em evento ministrado pela Intel, que fechou o programa de oito semanas de desenvolvimento do Frontier Lab, pesquisadores apresentaram projetos de identificação de waypoints para tripulações humanas e robotizadas.

O primeiro projeto tratou da localização de um corpo na Lua. Os pesquisadores Andrew Chung, Phillipe Ludvig, Ross Porter e Benjamin Wu criaram um sistema de simulação mapeada da superfície da Lua. Grosso modo, eles ensinam a uma rede neural o visual da Lua ao inserir nela milhares e milhares de fotos do nosso satélite, criando na rede uma espécie de “lua virtual”. A teoria é a de que uma pessoa consiga se localizar na superfície lunar tirando fotos do local e comparando-as com a compreensão da inteligência artificial programada.

Ah, sim! Esse projeto também, em teoria, funcionaria no mesmo processo para o solo de Marte.

Screengrab do projeto de localização em solo lunar: comparando fotos da localização com a base de uma rede neural,
seria possível determinar a sua localização em solo lunar ou de Marte (Crédito: NASA)

O projeto seguinte tratou do problema de assentamento de bases interplanetárias. O time de pesquisadores constituído por Drew Bischel, Zahi Kakish, Francisco Lera e Ana Mosquera trabalhou em uma forma de levar veículos autônomos de exploração para ambientes hostis, tal qual o lado escuro da Lua, extremamente frio e com o terreno mais rugoso e impactado por crateras do que o que estamos habituados a ver. Como assentar uma base usando apenas robôs requer o controle de milhares de dispositivos interconectados, cada um tomando decisões de gerenciamento de recursos e similares, o volume de dados pode ser grande demais para análises comuns.

É aí que entraria a parte de deep learning, que auxiliaria na gestão e uso desses dados por meio de inteligência artificial, com um grau moderado de autonomia para prosseguir missões do tipo sem necessidade da interferência humana.

Ambos os projetos estão, evidentemente, em fase conceitual (então não, nada de Waze na Lua por enquanto, mas imagina o Carpool lá), mas podem ser aprimorados para implementar a inteligência artificial na exploração espacial.

Fonte: The Next Web

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