NASA diz que Homem pode chegar a Marte em 2035, mas pede apoio dos governos

Por Daniele Cavalcante | 21 de Outubro de 2019 às 23h50
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O administrador da NASA, Jim Bridenstine, esteve com chefes de várias agências espaciais de outros países durante uma apresentação na Conferência Astronáutica Internacional nesta segunda-feira (21). No final do evento anual, ele reforçou os planos da NASA de levar astronautas à Lua em 2024, apesar do ceticismo e objeções da Câmara dos EUA.

No final da apresentação, alguém perguntou quando chegaremos a Marte. Bridenstine disse acreditar que é possível enviar astronautas ao Planeta Vermelho em 2035, mas desde que todas as agências espaciais do mundo consigam fazer com que os seus respectivos governos forneçam o apoio necessário. "Se aceleramos o pouso na Lua, estamos acelerando o pouso em Marte - é o que estamos fazendo", disse o administrador da NASA.

A declaração é uma referência clara ao cronograma acelerado da agência, que traçou o objetivo de levar astronautas de volta à Lua - incluindo a primeira mulher a pousar na superfície lunar - até 2024, através do programa Artemis. "Se nossos orçamentos forem o suficiente", disse Bridenstine, "eu sugeriria que poderíamos fazer isso [pousar em Marte] até 2035".

Bridenstine explicou que, antes de chegar a Marte, é importante cumprir os objetivos na Lua. A NASA planeja permanecer na superfície do satélite natural e se tornar “sustentável até 2028". Essa sustentabilidade significa "pessoas vivendo e trabalhando em outro mundo por longos períodos de tempo".

Atualmente, o obstáculo da NASA é o subcomitê do Congresso sobre esse plano ousado de chegar à Lua em 2024. Na última quarta-feira (16), Bridenstine participou de uma audiência, e encarou o ceticismo de Jose Serrano, um democrata de Nova York que preside o subcomitê. "Continuo extremamente preocupado com o avanço proposto em quatro anos desta missão", disse Serrano, que não concordou com o adicional de US$ 1,6 bilhão para a NASA no ano fiscal de 2020.

A Câmara e o Senado ainda vão finalizar suas propostas de orçamentos para 2020 e chegar a um acordo final.

Fonte: TechCrunch

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