NASA confirma que detritos de satélite indiano representam risco à ISS

Por Patrícia Gnipper | 02 de Abril de 2019 às 13h45
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Na semana passada, a Índia decidiu destruir um satélite na órbita da Terra com a Missão Shakti, lançando um míssil para isso e se autointitulando uma potência espacial após o feito. E, conforme imaginado, os detritos ejetados pela explosão representam riscos à Estação Espacial Internacional (ISS), com a própria NASA falando a respeito.

Jim Bridenstine, administrador da agência espacial, falou sobre o problema durante um evento na segunda-feira (1), quando descreveu a missão anti-satélite dos indianos como "inaceitável", dizendo ainda que "a NASA precisa ser muito clara" sobre o impacto que a missão indiana tem no setor espacial.

Além do lixo espacial existente há décadas, o que já é um perigo para atividades na órbita terrestre, a explosão indiana lançou mais algumas centenas de fragmentos na região, e esses representam riscos de colisão com a ISS, que pode ser danificada e, consequentemente, seus tripulantes ficam em perigo. E, claro, além da ISS, há um exército de satélites para variados fins funcionando na órbita do planeta, que também têm suas operações em risco caso se choquem contra detritos espaciais.

E, ainda que o ministério de relações exteriores da Índia tenha garantido que o teste, realizado em uma altitude da órbita que permita que os detritos sejam atraídos pela gravidade do planeta, se queimando na reentrada da atmosfera, a NASA não concorda. Bridenstine disse que a agência já identificou 400 fragmentos do abate, com pelo menos 24 deles (com menos de 10 cm cada) tendo ultrapassado o apogeu da ISS — ou seja, como previsto, alguns detritos foram lançados para cima e, dessa maneira, ameaçam a integridade da estação. O administrador descreveu a situação como "terrível".

Outro perigo, ainda mais preocupante, são os pedaços pequenos demais para serem rastreados, que "voando" em altas velocidades podem danificar bastante componentes da ISS. Até os menores fragmentos, viajando a velocidades de até 17.500 km/h, têm potencial de causar sérios danos a qualquer objeto que estiver em seu caminho. Atualmente, a NASA rastreia 23 mil fragmentos orbitais com pelo menos 10 cm cada.

Fonte: Digital Trends

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