Motor de propulsão sem combustível EmDrive será testado mais uma vez

Por Patrícia Gnipper | 07 de Junho de 2019 às 14h12

Em 2015, cientistas mostraram que o "motor impossível" seria capaz de funcionar. A tecnologia digna de Star Trek é um motor de propulsão eletromagnética que funciona no vácuo e não depende de combustíveis, sendo ainda capaz de proporcionar viagens muito mais velozes e, assim, reduzir o tempo de uma viagem à Lua em somente 4 horas, ou ainda uma vigem a Marte em 70 dias. Agora, novos testes serão feitos com o EmDrive, desafiando as leis da física.

O motor foi inventado no início dos anos 2000 e, na época, foi apelidado de "impossível" porque seu funcionamento desafia a lei da conservação do momento linear: para que algo seja impulsionado, é preciso haver uma força de propulsão em seu sentido oposto — tal qual funcionam os motores movidos a combustíveis que usamos hoje em dia.

Com um motor do tipo do EmDrive em funcionamento, viagens interestelares poderão enfim ser viáveis. Uma viagem com este motor à estrela Alpha Centauri, por exemplo, que está a 4,367 anos-luz de distância, seria feita em apenas 100 anos, tempo muito menor do que os 75 mil anos que levaríamos para chegar lá com as tecnologias atuais de propulsão.

Participe do nosso Grupo de Cupons e Descontos no Whatsapp e garanta sempre o menor preço em suas compras de produtos de tecnologia.
O cientista britânico Roger Shawyer, criador do EmDrive

Se o EmDrive se mostrar realmente funcional e possível, a nova tecnologia de propulsão que ainda existe apenas na ficção científica resolverá um dos maiores desafios das viagens espaciais de longa distância: o uso de combustível. Viagens mais longas são prejudicadas por conta disso, já que, quanto mais combustível uma nave precisa para funcionar, mais peso ela carrega, tornando os lançamentos mais delicados e também mais caros.

Nos últimos anos, cientistas diversos, incluindo da própria NASA, vêm testando o EmDrive e afirmam que ele é, sim, possível. Contudo, tais experimentos o testaram em escalas tão pequenas que ainda assim ficou difícil dizer se o motor de propulsão eletromagnética pode mesmo ser capaz de fazer uma nave se locomover pelo espaço. Então, o novo teste que será conduzido agora tem uma solução para isso.

A ideia dos físicos da Technische Universität Dresden, na Alemanha, foi criar um dispositivo capaz de medir as quantidades minúsculas de propulsão que o motor é capaz de fazer por enquanto, com este aparelho sendo tão sensível que acabaria com o debate de uma vez por todas — o projeto foi chamado de SpaceDrive e é liderado pelo físico Martin Tajmar. Ele diz que uma solução para o EmDrive pode estar a apenas alguns meses de distância, com um veredicto final possivelmente sendo obtido até o final deste ano.

Fonte: Futurism

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.