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James Webb detecta misteriosos pontos vermelhos no universo antigo

Por  • Editado por  Luciana Zaramela  | 

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NASA,ESA,CSA,D.Coe/Johns Hopkins Uni.,B. Welch/Z. Levay
NASA,ESA,CSA,D.Coe/Johns Hopkins Uni.,B. Welch/Z. Levay

Enquanto estuda o espaço, o telescópio James Webb detectou inúmeros pontinhos avermelhados e misteriosos, que parecem um grupo de galáxias nunca registradas antes, visíveis por apenas um bilhão de anos na história cósmica. O mais interessante é que as características delas sugerem que sejam ou galáxias massivas ou mais modestas com buracos negros supermassivos. 

Tais galáxias foram chamadas de Little Red Dots (ou “Pequenos Pontos Vermelhos”, em tradução livre). Seja qual for o porte destas galáxias, é certo que um “ponto vermelho” típico é uma galáxia pequena, com raio equivalente a apenas 2% daquele da Via Láctea. 

Estas galáxias distantes no cosmos são analisadas através da luz que os telescópios recebem e que conta algumas informações sobre elas, como a quantidade de estrelas que têm. Assim, os astrônomos conseguem determinar se têm várias estrelas, se há um buraco negro no interior delas, entre outros.  

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Às vezes, a luz é recebida em comprimentos de onda que vão do rádio aos raios X e gama. Curiosamente, as galáxias Pontos Vermelhos “mudam” conforme a radiação usada para estudá-las: elas parecem ser objetos astrofísicos diferentes conforme são analisadas em raios X, linhas de emissão, entre outros. 

Isso levou os astrônomos a suspeitar que elas podem ser galáxias extremamente densas, formadas por até 100 bilhões de estrelas — ou seja, teriam quase a mesma quantidade de estrelas que a Via Láctea, que é uma galáxia muito maior. Se este for o caso, talvez estas galáxias sejam alguns dos ambientes estelares mais densos no universo, algo tão extremo que os astrônomos nem sabem exatamente se poderia existir. 

Por outro lado, estas galáxias têm sinais claros de buracos negros supermassivos em seus centros. O problema é que, se estiverem lá, estes objetos devem ser praticamente tão massivos quanto a própria galáxia. Por isso, objetos assim são chamados de “buracos negros massivos demais”, por desafiarem a proporção de massa que costuma ser vista nas galáxias. 

E, afinal, como desvendar o mistério da natureza destes pontinhos tão distantes e antigos? O telescópio James Webb, bem como outros observatórios especialistas em raios X, devem ajudar na missão. Por exemplo, se novos dados revelaram sinais de raios X ou ondas de rádio, ou infravermelho na região em que os buracos negros devem estar, os astrônomos podem finalmente concluir que a primeira hipótese é a correta. Por isso, resta aguardar novas observações. 

Fonte: LiveScience