Hubble fotografa colisão de duas galáxias a 230 milhões de anos-luz

Por Patrícia Gnipper | 13 de Março de 2019 às 12h16
ESA/NASA

Na constelação de Hércules, que fica a 230 milhões de anos-luz da Terra, existe uma galáxia chamada NGC 6052. Essa galáxia, na verdade, são duas galáxias que foram atraídas mutuamente por suas forças gravitacionais e, como consequência, se colidiram. E o telescópio espacial Hubble registrou uma imagem que mostra os momentos finais dessa união.

Os dois sistemas aparecem na imagem à beira de se tornarem um só. A galáxia em questão foi descoberta em 1784 pelo astrônomo William Herschel, que na época pensou que ela era apenas uma grande galáxia com um formato peculiar. Mas hoje sabemos que ela é composta por duas galáxias diferentes em seu estágio final de fusão, tão misturadas uma à outra que suas bordas acabam desaparecendo.

(Foto: ESA/NASA)

Durante o processo de fusão, estrelas das galáxias acabam sendo expelidas de suas órbitas originais e se posicionam em caminhos inteiramente novos, pois a colisão muda a dinâmica de ambas. Mas, ainda que isso pareça um desastre de proporções cósmicas, a verdade é que pouquíssimas estrelas e planetas acabam se colidindo nessa movimentação toda, pois a maior parte de uma galáxia é composta por espaços vazios, com sistemas estelares estando muito distantes uns dos outros.

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"Eventualmente, esta nova galáxia se estabelecerá em um formato estável, que pode não se assemelhar a nenhuma das duas galáxias originais", explica a agência espacial europeia ESA, que também opera o Hubble junto com a NASA.

Estudar processos de fusão entre galáxias é importante pois sabemos que a nossa própria galáxia, a Via Láctea, se chocará contra a vizinha Andrômeda dentro de pelo menos quatro bilhões de anos. Antes disso, a Grande Nuvem de Magalhães também deverá se juntar à nossa galáxia, o que deve acontecer dentro de dois bilhões de anos.

Fonte: NASA

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