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Galáxia "mãe" de outras como a Via Láctea é vista no universo jovem

Por  • Editado por  Luciana Zaramela  | 

Mowla et al.
Mowla et al.

O telescópio espacial James Webb (JWST) examinou a galáxia Firefly Sparkle, localizada a mais de 13 bilhões de anos da Terra. Ao observar sua luz como era quando o universo tinha apenas 600 milhões de anos, foram reveladas mais pistas sobre o crescimento da nossa própria Via Láctea.

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Quando o cosmos tinha apenas cerca de 5% da idade atual, a galáxia Firefly Sparkle estava em seus estágios iniciais de formação, com mais da metade de sua massa concentrada em 10 aglomerados de estrelas. A massa desses aglomerados varia de 200 mil a 630 mil massas solares.

Segundo os autores do estudo, isso representa “a fronteira entre galáxias de baixa massa e aglomerados globulares de alta massa”. Esses grupos de estrelas em Firefly Sparkle também variam em idade, o que sugere explosões de formação estelar em momentos diferentes, mas ocorridas essencialmente na mesma época.

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“As idades dos aglomerados sugerem que eles estão gravitacionalmente ligados a histórias de formação estelar, mostrando uma explosão estelar recente”, disseram os autores. Uma das possibilidades é que essas formações de estrelas foram desencadeadas pela interação com uma galáxia vizinha, chamada Firefly Best Friend (BF). Ela fica a uma distância de apenas 2 kpcs (quiloparsec), ou 6.524 anos-luz.

Há outra galáxia próxima chamada Firefly New Best Friend (NBF). Ela fica a 13 kpcs de distância da Firefly Sparkle, o que torna BF a melhor candidata a causar as explosões de formação de estrelas por lá.

Entre os aglomerados de estrelas na galáxia, está o grupo central com temperatura de 40.000 K e massa inicial pesada, sugerindo formação em um ambiente pobre em metais. Essas características são uma evidência de que a Firefly Sparkle provavelmente teria se tornado uma galáxia como a Via Láctea em nosso tempo atual.

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Ao serem comparados com simulações de supercomputador, os resultados se mostraram consistentes com os modelos matemáticos atualmente aceitos. Contudo, embora muitos dos aglomerados na Firefly Sparkle possam sobreviver e se expandir, outros vão ser dilacerados por forças gravitacionais.

Segundo os autores do estudo, ao serem destruídos, os aglomerados deverão formar o disco estelar e o halo da galáxia. “A única maneira de sobreviverem é serem expulsos para grandes distâncias, para longe do denso campo de marés da galáxia.” Aqueles que forem expulsos podem persistir como aglomerados globulares.

O artigo da pesquisa foi publicado no arXiv.org e ainda não foi revisado por pares.