Foto rara com monstruosa tempestade de poeira em Marte é divulgada pela NASA

Foto rara com monstruosa tempestade de poeira em Marte é divulgada pela NASA

Por Daniele Cavalcante | 11 de Fevereiro de 2020 às 13h04
NASA/JPL/University of Arizona

Marte é um mundo onde tempestades de poeira são comuns e tão violentas que até colocam em risco os rovers que enviamos para lá. Em ocasiões mais raras, as tempestades são tão intensas que criam torres de pó em direção ao espaço. A NASA estuda o fenômeno para entender melhor como funciona o clima do Planeta Vermelho, e conseguiu recentemente uma imagem rara mostrando uma imensa tempestade em movimento.

A sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) fotografou uma das tempestades, que recebem o apelido de “dust devils” (demônios de poeira, traduzindo literalmente), enquanto ela ainda estava acontecendo na superfície marciana. A equipe da HiRISE, a câmera poderosa da MRO, compartilhou a foto nesta segunda-feira (10).

Sharon Wilson, uma das pesquisadoras da equipe da MRO, explica que a HiRISE já captou várias imagens de faixas deixadas para trás pelas “dust devils”, mas “é raro registrar uma em movimento”. A sonda registrou a imagem em questão no início de outubro de 2019.

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Foto: NASA/JPL/University of Arizona

Wilson estima que o núcleo da tempestade - a forma arredondada no início do rastro de poeira - tinha cerca de 50 metros de diâmetro. A sombra comprida projetada no solo sugere que sua pluma alcançou uma altura de mais de 650 metros na atmosfera. Não seria nada agradável ser engolido por um desses monstros.

Os “demônios de poeira” se formam em torno de bolsas de ar de baixa pressão, e ganham a forma de colunas rotativas. Este que vimos na imagem acima formou-se nas planícies vulcânicas da região chamada Amazonis Planitia, uma área coberta por bastante poeira.

Compreender o fenômeno é importante para criar métodos de prever quando e onde tais tempestades ocorrerão. Afinal, elas representam um grande risco aos seres humanos que pousarão Marte na próxima década para iniciar a tão esperada colonização interplanetária.

Fonte: HiRISE

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