Foguete que criará chuva de meteoros artificiais será lançado em breve

Por Daniele Cavalcante | 12 de Novembro de 2019 às 09h20
Rocket Lab

A Rocket Lab anunciou em agosto sua estreia no ramo de foguetes reutilizáveis, e agora está preparada para o lançamento do foguete Electron de forma memorável. Além de colocar em teste sua tecnologia de reutilização do primeiro estágio do foguete, o voo inaugural lançará sete satélites, incluindo uma pequena nave japonesa projetada para criar chuvas de meteoros artificiais.

Essa missão está programada para decolar na Nova Zelândia em 25 de novembro, e se chamará “Running Out of Fingers”. Este será o décimo lançamento da Rocket Lab no total, o sexto apenas em 2019. Mas se a empresa conseguir recuperar o primeiro estágio como pretende, ela poderá realizar seu plano de aumentar bastante a quantidade de lançamentos, e pode fazer novos voos com o foguete Electron semanalmente.

Claro, para isso a companhia precisará ser bem sucedida na sua tecnologia de foguetes reutilizáveis. A primeira etapa da missão em questão terá um punhado de sensores e equipamentos de navegação, além de um sistema de controle que permitirá ao foguete auxiliar se orientar enquanto desce rumo à superfície. O principal objetivo é "ver se podemos trazê-lo de volta do espaço para a atmosfera sem quebrar ou desintegrar-se", disse Lars Hoffman, vice-presidente sênior de serviços de lançamento global da Rocket Lab.

Entretanto, a abordagem da Rocket Lab para recuperar os foguetes será bem diferente daquela utilizada pela SpaceX ou Blue Origin: o Electron vai descer de para-quedas e será pego por um helicóptero, que então o levará a uma embarcação em alto mar.

"Estrelas cadentes" artificiais

A empresa japonesa ALE pretende criar uma chuva de meteoros artificial com seus satélites ALE-1 e ALE-2 (Imagem: ALE)

Já o ALE-2, o satélite que criará chuvas de meteoros artificiais, foi construído pela empresa Astro Live Experiences, sediada em Tóquio, como parte do projeto "Sky Canvas". Ele tem apenas 60 cm de largura, 60 cm de comprimento e 80 cm de altura, pesando 75 kg. Dentro dele, há 400 esferas de 1 centímetro cada, projetadas para queimar ao entrar em contato com a atmosfera da Terra, criando um espetáculo no céu.

Lena Okajima, CEO da Astro Live Experiences, pediu em comunicado para que as pessoas “aguardem ansiosamente” a primeira demonstração de estrelas cadentes criadas pelo Homem do mundo, o que deverá acontecer em 2020 e “será um marco importante para a ALE". Caso você esteja se perguntando onde está o ALE-1, ele foi lançado em janeiro e também está programado para arremessar suas esferas do céu em 2020, após alguns testes em órbita.

Os meteoros artificiais vão percorrer o céu na atmosfera terrestre mais lentamente do que os meteoros naturais. Isso significa que ficarão visíveis por mais tempo — de 3 a 10 segundos —, e são projetados para queimar completamente entre 60 a 80 quilômetros acima da superfície da Terra. Por isso, não serão nenhuma ameaça para as pessoas na superfície ou para os aviões que porventura estejam voando durante a ocasião.

Além disso, a chuva de meteoros artificial deverá ser visível em um raio de 200 km. O objetivo da ALE é usar essa tecnologia para grandes eventos, como a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Verão de 2020, por exemplo.

Os outros seis satélites que serão lançados no foguete Electron são o ATL-1, uma nave húngara que testará um novo material de isolamento térmico; FossaSat-1, um satélite de comunicações espanhol que cabe na palma da mão; NOOR 1A e NOOR 1B, demonstrações de satélites de comunicação americanas; SMOG-P, da Hungria, que medirá a poluição eletromagnética; e o TRSI Sat, da ACME AtronOmatic, empresa que fornece serviços de rastreamento de voos para aviação.

Fonte: Space.com

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