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Flagrado! Planeta se desintegra diante de telescópio da NASA

Por  • Editado por  Luciana Zaramela  | 

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W. M. Keck Observatory/Adam Makarenko
W. M. Keck Observatory/Adam Makarenko

O telescópio TESS, da NASA, flagrou um planeta passando pelo processo de destruição mais rápido já visto. A desintegração, causada pela radiação da estrela que ele orbita, é tão rápida que o planeta perde massa equivalente à da Lua a cada milhão de anos. O processo permite que os cientistas investiguem o interior deste mundo. 

O exoplaneta (nome dado aos mundos que orbitam outras estrelas além do Sol) foi chamado de BD+05 4868 Ab e orbita a estrela BD+05 4868 A, encontrada a cerca de 141 anos-luz de nós. A distância é tão curta em termos astronômicos que este é também o planeta mais perto já visto passando pelo processo. 

Ele foi descoberto por pesquisadores do Instituto Massachusetts de Tecnologia com a técnica usada recentemente para a coleta de dados de K2-22b, um exoplaneta do tamanho de Netuno. “Estes planetas estão literalmente se abrindo de dentro para fora para nós, e com o [telescópio] James Webb, finalmente temos os meios de estudar a composição deles e ver do que são feitos os planetas que orbitam outras estrelas”, comentou Nick Tusay, coautor de um dos estudos.

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Marc Hon, pesquisador que liderou o estudo, comentou que o planeta em questão tem a cauda de poeira mais proeminente já vista. “As caudas de poeira saindo do planeta evaporando rapidamente são gigantes: seu comprimento de aproximadamente 9 milhões de quilômetros passa por mais da metade da órbita do planeta a cada 30,5 horas”, observou. 

Esta trilha de partículas de poeira é dividida em uma parte que direciona o planeta em sua órbita ao redor da estrela, e outra que o segue. Além de ser longa, a cauda é tão densa que, quando passa pela estrela, ela bloqueia 1% da sua luz. Ainda, a estrutura cria um sinal de trânsito que permanece detectável por 15 horas. 

Hoje, o planeta tem massa equivalente à da nossa Lua; se o ritmo da sua desintegração continuar, ele deve desaparecer em breve. “A taxa à que o planeta está desaparecendo é realmente cataclísmica, e somos incrivelmente sortudos de poder ver as últimas horas deste mundo chegando ao seu fim”, comentou Hon. 

O artigo que descreve as descobertas foi disponibilizado no repositório arXiv.

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Fonte: Space.com