Filmagens das missões Apollo são aprimoradas e você pode vê-las em 60 fps

Filmagens das missões Apollo são aprimoradas e você pode vê-las em 60 fps

Por Danielle Cassita | 17 de Julho de 2020 às 13h33
NASA / Neil A. Armstrong

DutchSteamMachine, codinome de um especialista em restauração de fotos e filmes, está utilizando inteligência artificial para nos dar uma outra visão das filmagens das missões Apollo, que levaram a NASA à Lua há cinco décadas. Com o algoritmo, ele deixa as filmagens mais nítidas e fluidas, mudando totalmente o aspecto delas e deixando pessoas maravilhadas com o resultado.

Chamada Depth-Aware video frame INterpolation - ou simplesmente “DAIN” -, essa inteligência artificial trabalha o vídeo para que frames intermediários da animação sejam gerados entre os que já existem na filmagem original. O resultado é um vídeo bem mais nítido, que você pode conferir abaixo:

Quase parece que estamos junto dos astronautas na missão, não é? DutchSteamMachine explica o processo que segue para alcançar essa qualidade: primeiro, ele precisa encontrar os vídeos na melhor qualidade - geralmente, eles estão em 720p. Depois, ele edita os trechos encontrados. "A maioria das sequências gravadas estão cortadas. Eles faziam isso para economizar filme e guardar as gravações por longos períodos", explica.

Quer ficar por dentro das melhores notícias de tecnologia do dia? Acesse e se inscreva no nosso novo canal no youtube, o Canaltech News. Todos os dias um resumo das principais notícias do mundo tech para você!

Em seguida, ele precisa escutar as falas dos astronautas para descobrir a taxa de frames da filmagem original, à qual irá alinhar a gravação. Os arquivos da fonte são transformados em frames, que serão necessários para a IA trabalhar no vídeo analisando o movimento dos objetos e renderizando novas versões. Por exemplo: cinco frames "falsos" poderiam ser renderizados a partir de apenas dois frames reais. Depois de exportar todos eles de volta ao vídeo e reproduzi-los a 60 frames por segundo, DutchSteamMatchine finaliza o trabalho com correções de cores e áudio.

Pois é, essas são as imagens que, originalmente, eram de filmagens de 16 milímetros a 12 quadros por segundo e foram a uma resolução muito maior, interpolada a 60 quadros por segundo. Daqui em diante, o especialista planeja continuar melhorando dezenas de filmagens das missões Apollo em um processo de "preservar o passado para o futuro", como coloca em seu slogan. Ele continuará publicando os resultados do trabalho em seu canal do YouTube.

Fonte: Phys.org

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.